Secretária lista dívidas milionárias e diz que situação da saúde é preocupante em Itabira
De acordo com Rosana, a população costuma ser flexível com diversos problemas na cidade, mas que com a saúde, a tolerância é menor

“É preocupante”. Essa é a definição da secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares Assis Figueiredo, para a situação da saúde e dos hospitais de Itabira. Contratos com o Hospital Carlos Chagas (HCC), administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), Pronto-Socorro Municipal e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão sem pagamento há meses.
Rosana explicou que a secretaria está herdando uma questão gravíssima. “Não houve saldo para que as contas de dezembro sejam pagas em janeiro. E as de janeiro eu tenho que aguardar a abertura do orçamento, que será no próximo dia 20”, disse. No total, são aproximadamente R$ 15 milhões em dívidas.
De acordo com Rosana, a agenda será aberta inicialmente para os hospitais. Como exemplo, a secretária citou a dívida com o a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), que, até o governo anterior, recebia da Prefeitura R$ 2,5 milhões mensais para a manutenção do HCC. “O contrato com a FSFX é recente, não tem nem um ano ainda e temos alguns meses em aberto. É grave, e não é pouco dinheiro”, ressaltou.
“Não há recurso nenhum. Existem contas a pagar em diversas áreas, mas não estamos fazendo alardes disso porque os hospitais sabiam que não estavam recebendo. Eu que estou chegando agora e não sabia”, salientou.
Próximos passos
Segundo a secretária, a saída que ela enxerga para essa situação é abrir mão de alguns serviços e, com isso, poupar e conseguir quitar contas. “Temos que ter a avaliação técnica de alguns serviços que vamos ter que reduzir a prestação, para que eu tenha condição financeira de saldar o serviço que são essenciais”, explicou.
“Eu posso estar pagando caro pela performance do meu trabalho, porque vou ter que reduzir a atuação de serviços. Eu espero que todos entendam que eu vou ter que agir. Estou tentando fazer o que for de melhor para todo mundo. Eu vou com certeza tentar colocar o serviço em dia”, contou.
De acordo com Rosana, a população costuma ser flexível com diversos problemas na cidade, como buracos na rua, obras ou iluminação, mas que com a saúde, a tolerância é menor. “Eu preciso achar solução para sanear a questão hospitalar. Assim devolverei a paz para nossas equipes da secretaria de Saúde. Fornecimento, suprimento e garantia de ter prestador de serviços emergenciais é devolver a paz”, disse.
Com os ajustes, Rosana espera iniciar o mandato sem novas divídas. “Inicialmente, se eu conseguir pagar janeiro e fevereiro, para mim será maravilhoso”, finalizou.





