Com um caso já notificado este ano, chikungunya preocupa Prefeitura de Itabira

Rosana Linhares irá mobilizar associações de moradores para uma força-tarefa contra os focos do mosquito

Com um caso já notificado este ano, chikungunya preocupa Prefeitura de Itabira

O município deverá divulgar nos próximos dias o resultado do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do mês de março. A secretária de Saúde de Itabira, Rosana Linhares, antecipou que o quadro é pior do que o registrado em janeiro.

No primeiro LIRAa deste ano, o município já tinha resultados alarmantes: o índice chegava a 4,3%, valor quatro vezes acima do aceitável. “Encerramos agora mais uma amostra do LIRA e não gostamos do resultado. Choveu muito e a comunidade precisa cuidar mais de seus domicílios e seus territórios”, resumiu Rosana.

Quando o índice está acima dos 4%, há risco para surto de dengue na cidade, por exemplo.

Chikungunya

Dentre as várias enfermidades transmitidas pelo Aedes aegypti, uma preocupa mais o município: a chikungunya. Isso porque um caso notificado já está em investigação pela Secretaria de Saúde.

A arbovirose faz com que os pacientes fiquem com dores crônicas e incapacitantes por meses. Rosana Linhares cita que em Governador Valadares, no Rio Doce, as notificações de chikungunya estão próximas de dois mil casos.

Quanto às ações, a titular da pasta disse que, entre outras medidas, irá envolver as associações de bairros para uma força-tarefa contra o aedes. “O mais importante é a prevenção, a retirada do foco e a eliminação do mosquito que traz tantos males a nossa população”.

Febre amarela

O carro Ultra Baixo Volume (UBV) já percorre bairros de Itabira, numa estratégia de combate sobretudo à febre amarela. O veículo circula territórios como o Hamilton e Panorama, onde foram encontrados macacos mortos.

Até agora, oito primatas mortos foram recolhidos no município. Dois tiveram resultados positivos para a febre amarela.

A secretária de saúde informou que uma vez que já existe a confirmação de que o vírus circula na cidade, o material biológico de animais mortos não será mais enviado a Belo Horizonte, por orientação do governo estadual.

Até o momento, nenhum caso em humanos foi registrado em Itabira. As ações contra a doença, no entanto, permanecem intensas.

A pasta irá estudar o alcance da vacinação contra a febre amarela na cidade, principalmente na zona rural.

“Vamos iniciar a partir de agora um monitoramento para balizar se conseguimos um alcance de metas de vacinação. Monitoramento por amostra, casa a casa, ver os cartões de vacina e mensurar qual é a população que está vacinada para termos um limite maior de tranquilidade”, pontuou.

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