Após “2016 desafiador” direção do HNSD aponta 2017 como “ano de investimentos”
Provedor Vaquimar Vaz apresentou perspectivas para o ano de 2017 a membros da Irmandade Nossa Senhora das Dores (INSD)

A direção do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) se reuniu com membros da Irmandade Nossa Senhora das Dores (INSD) durante a semana e apresentou balanço financeiro do ano de 2016. O encontro também serviu para informar sobre as principais metas para 2017, como as construções de Centro de Tratamento de Terapia Renal Substitutiva, Centro de Imagenologia, Pronto Atendimento, dentre outras obras.
Com um déficit de R$2 milhões, o ano de 2016 “foi de muito desafio”, segundo o provedor do HNSD, Vaquimar José Vaz. De acordo com ele, a crise econômica que atingiu o país no ano passado prejudicou a arrecadação do hospital, assim como a do município. A queda no preço do minério de ferro, principal fonte de renda da Prefeitura Municipal de Itabira (PMI), e, consequentemente, a perda nas receitas, levaram ao saldo negativo. Somado a isso, o HNSD teve que arcar com uma série de reformas exigidas pelos convênios com os planos de saúde, além de lidar com a perda de recursos causada pela transferência da maternidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC).
“Fizemos reformas em várias alas, ampliamos o nosso bloco cirúrgico, gastamos com a construção de uma UTI [Unidade de Tratamento Intensivo] que está aguardando credenciamento para funcionar, ou seja, foi dinheiro que nós investimos e ainda não tivemos o retorno. Além disso, temos que pagar juros para bancos de alguns empréstimos que temos. Todos sabem que o hospital tem seus compromissos financeiros, mas também tem dinheiro a receber da Prefeitura, que, se conseguíssemos receber de imediato, solucionaria os nossos compromissos bancários. A falta desses recursos nos impede de investir tanto na estrutura física quanto na estrutura de oferta de mais especialidades”, explicou Vaquimar Vaz, que revelou uma dívida de aproximadamente R$ 10 milhões do município com o HNSD, deixada pelo governo anterior.
Ainda de acordo com o provedor, o retorno dos investimentos será colhido este ano. Com boas expectativas, ele acredita que 2017, ao contrário do ano passado, terminará com saldo em caixa. “Acreditamos que fecharemos este ano com superávit, quando teremos retorno de todos os investimentos que fizemos, então, acho que teremos uma arrecadação melhor. Se recebermos o dinheiro dos convênios com a Prefeitura, como vem acontecendo, e uma parte dessa dívida que ela tem conosco, acredito que a nossa situação financeira será bem melhor do que hoje”, estimou.
Quanto aos projetos que devem ser desenvolvidos ao longo do ano, as expectativas são bem otimistas. Além das construções já citadas, o HNSD pretende investir na revitalização da ala Schettino, em novo local para Oncologia, habilitação de 10 leitos da Unidade Coronariana (UCO), digitalização de imagem do Raio-X, revisão do Regulamento Interno do Hospital, revisão do plano de cargos e salários, dentre outras ações.
Visão de futuro
Dentro do planejamento de médio e longo prazo, a instituição também prevê uma série de construções, dentre as mais importantes se destacam: a ala de internação do Sistema Único de Saúde (SUS); ala de internação e UTI para saúde suplementar; copa central; aquisição de área em torno do hospital; estacionamento; e credenciamento do Serviço de Cirurgia Cardiovascular.





