HNSD recebe da Vale R$ 2,4 milhões para construção de novo prédio
Recurso da Vale será para construir um Pronto Atendimento, com UTI e equipamentos

O provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores, Reginaldo Calixto, tomou posse nessa segunda-feira, 23 de maio, para mais um biênio de gestão e trouxe boas notícias. Uma delas é a verba de R$ 2.372.045,00 da Vale, que será repassada ao Hospital para construção de um Pronto Atendimento, com UTI e equipamentos novos.
O projeto, segundo Calixto, estava sob análise do Conselho de Administração da mineradora desde setembro do ano passado. Agora aprovado, parte do recurso será doação e parte será ressarcida à empresa, por meio de prestação de serviços em saúde a seus colaboradores.
O Pronto Atendimento custará R$ 1.390.500,00; a UTI R$ 481.545,00 e os equipamentos R$ 500.000,00. O novo prédio, que ficará ao lado do que já existe, ocupará a área do estacionamento e terá estrutura para crescer verticalmente – já que o terreno não comporta mais expansão horizontal. Com o apoio da Prefeitura, um novo estacionamento já está em construção.
O PA vai desafogar o Pronto-Socorro Municipal, que atualmente recebe vítimas de toda a região, principalmente de acidentes. O projeto está em fase de ajustes finais para o começo da obra.
Plano de ação
Além da expansão da capacidade de atendimento do HNSD, o provedor também apresentou um plano de ação para 2011. Os pontos mais importantes são: estabilidade econômica e financeira, credenciamento ao SUS em alta complexidade (cardiologia e oncologia, principalmente), capacitação e formação de mão de obra e melhoramento da gestão de processos, usando métodos certificáveis – ISO 9001, contratação de novos médicos com novas especialidades, e contribuição para o desenvolvimento econômico do município.
Sobre a questão econômica, a mesa diretora pretende continuar aplicando as medidas que vinham dando certo, como renegociação com fornecedores, bancos e prestadores de serviço, redução de despesas e promoção de novas receitas.
Credenciamento
O provedor ressaltou a importância da busca junto ao Sistema Único de Saúde do credenciamento cardiológico e oncológico, para atender à parcela da população que não tem plano de saúde. “O tratamento fora de Itabira é muito dificultoso. As pessoas estão fragilizadas, têm o trânsito, a estrada, as pontes, a dificuldade de leitos em BH e a demora”, afirmou Calixto.
Alguns médicos que discursaram, como doutor José Cesário Martins Carneiro, disseram que o problema é político e não técnico. Segundo eles, Itabira tem condições de tratar pacientes com doenças de câncer e coração – os conveniados já são atendidos. Mas para credenciar ao SUS, a burocracia emperra.
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