Dados do Liraa são dentro do permitido pelo Ministério da Saúde, mas não é sinal de tranquilidade para população

Entre os dias 18 e 22 de outubro, a Secretaria de Saúde fez o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (Liraa) em Itabira. O resultado foi dentro do permitido pelo Ministério da Saúde, que exige 1%. O município itabirano atingiu o nível médio, com 0,74% de focos de dengue.   Mesmo o […]

Dados do Liraa são dentro do permitido pelo Ministério da Saúde, mas não é sinal de tranquilidade para população
Entre os dias 18 e 22 de outubro, a Secretaria de Saúde fez o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (Liraa) em Itabira. O resultado foi dentro do permitido pelo Ministério da Saúde, que exige 1%. O município itabirano atingiu o nível médio, com 0,74% de focos de dengue.
 
Mesmo o índice estando dentro do permitido, não é motivo para tranquilidade. Segundo a chefe do Departamento de Vigilância e Saúde, Thereza Andrade, o período em que o levantamento foi feito não era período chuvoso, como acontece de agora em diante.
 
Dos 1.876 domicílios pesquisados, em 14 foram encontrados focos de dengue. Analisando em números parece um baixo valor, mas o ideal é que não existisse nenhum foco no município. Para que isso aconteça é necessário que toda população se conscientize da importância de dar destino correto ao lixo, materiais que possam armazenar água e se tornar possivelmente um foco.
 
Thereza Andrade conta que o trabalho de combate a dengue é realizado durante todo o ano, mas intensificado em períodos de chuva. Existe um Grupo Gerencial, formado por todas as secretarias ligadas direta ou indiretamente à Secretaria de Saúde, que se reúne todas as quintas-feiras para tomada de decisões. Mesmo as secretarias ligadas indiretamente ajudam com maquinário, pessoal, transporte etc.
 
Itabira possui quatro pontos de apoio com Agentes Comunitários de Endemias, que visitam os domicílios de dois em dois meses. Mas lembra que os moradores devem receber os agentes, escutar as orientações e segui-las. “Se cada um cuidar de sua casa, erradicamos os focos”, afirma Thereza.
 
Os ovos permanecem vivos por até 400 dias esperando o momento ideal para continuar o ciclo. Portanto, a principal tarefa é do morador, pois todos os focos encontrados foram em domicílios, “sinal que a população precisa se conscientizar do problema”, alerta.


 

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