Ministério da Saúde quer reforçar ANS para melhorar prestação de serviços de planos de saúde
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu nesta terça-feira (29) a necessidade de se aperfeiçoar o trabalho da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) como forma de reduzir o número de reclamações dos usuários de planos particulares. Para o ministro, além de ampliar os canais pelos quais as pessoas podem reclamar e cobrar maior […]

Matérias publicadas pela Agência Brasil, no último domingo (27), indicam que o grau de insatisfação dos clientes levou o setor a ocupar, em 2009, pela décima vez consecutiva, o primeiro lugar entre os que mais geraram reclamações ao Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) A própria ANS recebeu 12.728 denúncias de infrações durante o ano passado.
Ao participar da inauguração da segunda UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) a entrar em funcionamento em São Bernardo do Campo (SP), Temporão também disse acreditar que o setor público de saúde tem condições de disputar a preferência dos clientes de planos privados, apesar dos problemas já conhecidos.
– Minha concepção do SUS [Sistema Único de Saúde] é a de um sistema de alta qualidade que dispute com os planos privados a atenção da população brasileira, mas o sistema [público] só vai ser o que está escrito na Constituição Federal quando tiver o mesmo padrão em todo o território nacional.
De acordo com Temporão, a qualidade do atendimento na rede pública de saúde avançou “enormemente” nos últimos anos, mas o país ainda tem que superar as desigualdades regionais e vencer dois desafios importantíssimos: o financiamento e a gestão de todo o sistema público. "O SUS tem um subfinanciamento crônico. Isso é consenso", afirmou o ministro, que, sempre que perguntado, lamenta a suspensão da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). Cobrada a uma alíquota de 0,38%, a CPMF foi suspensa em janeiro de 2008, o que, segundo o governo, fez com que o orçamento da pasta ficasse R$ 40 bilhões menor.
Com capacidade para atender a até 9 mil pessoas por mês, a UPA Demarchi-Batistini, inaugurada hoje, é a segunda a entrar em funcionamento em São Bernardo do Campo e a nona do estado de São Paulo. O ministério investiu cerca de R$ 2 milhões na construção e aquisição de equipamentos para a unidade, cujo custo mensal será de R$ 175 mil.
Segundo Temporão, até o final deste ano, o ministério deverá inaugurar mais 500 unidades. Além disso, a segunda versão do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê a construção de outras 500 até 2014.
– Essas unidades tem um papel fundamental para acabarmos com as cenas com as quais a população havia se acostumado, com gente sofrendo sendo mal atendida, largadas em filas, sem que ninguém fizesse nada. As UPAs vão acabar com isso, garantindo um atendimento humanizado.





