Itabira corre risco de epidemia de dengue

O maior número de focos do mosquito da dengue está localizado dentro de residências ocupadas. Isso é o que revelou o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), realizado no início de janeiro. Com um índice geral de infestação em 3%, Itabira está em situação de alerta para o risco de epidemia da doença. […]

O maior número de focos do mosquito da dengue está localizado dentro de residências ocupadas. Isso é o que revelou o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), realizado no início de janeiro. Com um índice geral de infestação em 3%, Itabira está em situação de alerta para o risco de epidemia da doença.
 
Segundo a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde Thereza Cristina de Oliveira Andrade Horta, essa é uma prova de que a população acabou se descuidando da prevenção. “Um alerta que a gente faz sempre é que a população tem que ser parceira do Poder Público. Não é possível deixar a prevenção apenas sob a responsabilidade da Prefeitura. Nós podemos orientar e cuidar dos espaços públicos, mas a população tem que ajudar, fazendo o ‘dever de casa’, que é cuidar do seu próprio espaço”, alerta Thereza Horta.
 
Segundo os dados do Liraa, 38,8% dos focos foram detectados em lixo e outros resíduos sólidos descartados em quintais. Outros 29,8% dos focos foram localizados em vasos, bebedouros de animais e pratos de plantas. Em tambores e caixas d’água no nível do solo – usados apenas armazenagem – foram encontrados 11,9% dos focos de dengue. O Liraa também detectou 9% dos focos em pneus abandonados em áreas residenciais, 7,5% em calhas, lajes, ralos e vasos sanitários em desuso e 3% dos focos foram encontrados em caixas d’água elevadas.
 
Outro dado preocupante revelado pelo Liraa é que a maioria dos focos foi encontrada nas mesmas residências cujos proprietários já haviam sido orientados. “Mais uma prova de que a população não está atenta, não está levando a sério o risco”, reclama Thereza Horta.
 
De acordo com o Liraa, 16 bairros estão próximos de uma epidemia de dengue, com índices de infestação superiores a 4%. A situação mais alarmante é do bairro São Marcos, onde o levantamento apontou um índice de infestação de 33,3%. Também estão em situação de risco a vila Técnica Conceição, Juca Batista, Machado, Sem Terra, Praia, vila São Geraldo, Areão, São Pedro, Alto Boa Vista, Major Lage de Baixo, vila Paciência, Pedreira, Colina da Praia, Caminho Novo e Gabiroba de Cima, com índices de infestação entre 4% e 20%.
 
Os bairros Eldorado, Pará, Área Verde, Quatorze de Fevereiro, Gabiroba de Baixo, vila São Joaquim, Juca Rosa, Bela Vista, Novo Amazonas, Santa Ruth e Fênix estão em situação de alerta, com índices entre 1,61% e 3,57%.

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