Campanha alerta sobre venda de bebida alcoólica e cigarro para menores
A Prefeitura de Itabira e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais apresentaram, nesta manhã (10), no auditório da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), a campanha “Bebida e Cigarro só com RG”. Todos os proprietários de bares, restaurantes e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas e cigarro na cidade foram convocados […]

A Prefeitura de Itabira e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais apresentaram, nesta manhã (10), no auditório da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), a campanha “Bebida e Cigarro só com RG”.
Todos os proprietários de bares, restaurantes e estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas e cigarro na cidade foram convocados pela Promotora de Justiça responsável pela Vara da Infância e Juventude de Itabira, Dra. Nidiane Moraes Silvano de Andrade, para a apresentação da campanha, que tem como principal objetivo restringir o acesso de crianças e adolescentes às bebidas alcoólicas e ao cigarro, cumprindo então a Lei 8.069/90, que proíbe o comércio dessas substâncias para menores de 18 anos. Para incentivar a adesão da campanha, Dra. Kênia Pompermayer Silva Bosco, professora do curso de Farmácia da Funcesi, apresentou uma palestra sobre os efeitos nocivos do álcool em adolescentes, sendo a possível dependência na vida adulta, uma das principais causas.
A campanha vai ser lançada no próximo dia 26, na Associação Comercial Industrial de Serviços e Agropecuária (Acita) e sugere que o comerciante, em caso de dúvida da maioridade do cliente, exija o documento de identidade antes de efetuar a venda. Para a promotora Dra. Nidiane, a campanha ajuda a Lei 8.069/90, mas só torna o seu cumprimento mais eficaz se os comerciantes a compreenderem. “Estamos tentando iniciar, com a ajuda dos senhores (comerciantes) uma nova fase e Minas Gerais, nós sabemos, tem a tradição da cachaça e tem um consumo elevado de bebidas alcoólicas, Belo Horizonte é conhecida como a capital dos bares. Por que não nos tornamos pioneiros nessa iniciativa de conscientização, no sentido de evitar o acesso de adolescentes e crianças, em virtude desses efeitos maléficos, muito bem abordados pela Dra. Kênia, e que são especialmente nocivos para o menor?”, questionou a promotora durante apresentação. Dra. Nidiane ressaltou ainda a chance de um adolescente se tornar dependente na vida adulta. “A pessoa que começa a beber antes dos 18 anos tem uma probabilidade altíssima de sofrer todos esses efeitos nocivos, se tornar dependente e um problema para a família e para a sociedade”.
O prefeito João Izael considera a campanha importante e urgente para Itabira, mas admite ser uma medida “antipática” e que precisa da colaboração dos empresários. “É um desafio para os comerciantes enfrentarem a situação de não vender bebidas alcoólicas para menores de 18 anos porque vivemos em uma sociedade moderna, onde cada dia mais a nossa emancipação está se adiantando, não legalmente, mas pelas circunstâncias dessa sociedade e precisamos contar muito com o apoio dos comerciantes para que ela (a campanha) possa ter seu impacto”, explicou. Durante seu discurso, João Izael lembrou que a violência torna ainda mais necessária a campanha. “Em princípio, é uma medida bastante antipática, mas temos que conviver com essa situação. O mundo mudou, as coisas mudaram e hoje, com a questão da violência e das drogas, vem o outro lado, ou seja, enquanto cidadãos e empresários temos que dar a nossa parcela de contribuição para o Ministério Público, que tem uma função muito especial nesse caso”, finalizou.
Além de conscientizar os proprietários dos bares e restaurantes itabiranos, a campanha informa também os familiares sobre o mal que as bebidas alcoólicas e o cigarro podem causar no adolescente, acredita o Secretário Municipal de Saúde, Alcides Gonçalves, que ainda considera baixo os impostos para esses produtos “Até vou mais longe, eu acho que os impostos que são arrecadados na venda de bebidas e cigarros, não são suficientes para pagar o que a saúde gasta com os malefícios dos próprios”, frisou o secretário.





