Canal Minas Saúde debate Mobilização Social no combate à dengue
A mobilização social é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Governo de Minas no enfrentamento da dengue. Pensando nisso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), por meio do Canal Minas Saúde, realizou, nesta quinta-feira (4), uma aula sobre o tema. Durante o programa, transmitido para todas as Gerências Regionais e para mais de 3500 […]

A mobilização social é uma das principais ferramentas utilizadas pelo Governo de Minas no enfrentamento da dengue. Pensando nisso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), por meio do Canal Minas Saúde, realizou, nesta quinta-feira (4), uma aula sobre o tema. Durante o programa, transmitido para todas as Gerências Regionais e para mais de 3500 Unidades Básicas de Saúde, os telespectadores receberam orientações sobre como obter o engajamento da sociedade no combate à dengue.
“A sociedade precisa entender que ninguém consegue grandes resultados se estiver sozinho. É necessário compartilhar o que se sabe e convocar vontades para que o interesse coletivo possa, de fato, ser beneficiado”, destacou o consultor da SES, Frederico Vieira.
No primeiro bloco do programa, um panorama sobre a doença mostrou a evolução da dengue no Estado. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Gisele Bahia, lembrou que as chuvas intensas e as altas temperaturas favoreceram o aumento do número de casos nos últimos anos.
Boas iniciativas de combate à dengue abriram o segundo bloco do programa. O coordenador do núcleo de Mobilização Social da SES, Joney Fonseca, falou sobre a atuação da mobilização no combate à doença, desde 2007, quando passou a atuar nesse tema. Em todo o Estado, há hoje 438 núcleos de mobilização social.
No terceiro bloco, lideranças comunitárias que têm desenvolvido trabalhos eficientes no combate à dengue contaram suas experiências. Um dos convidados foi o padre José Raimundo da Costa, de São João del-Rei. Em todas as missas, ele ressalta que o combate à dengue é uma obrigação do cristão. Para ele, as pessoas precisam se conscientizar que um ato individual tem uma repercussão social e influencia a vida do próximo.
Outra convidada foi a coordenadora pedagógica Sandra Adriana Nunes. Em Uberlândia, ela vem mostrando às crianças e aos adolescentes que cada um deles é um agente de transformação.
“Desenvolvemos um projeto, o Ciência e Cidadania, e, por meio dele, temos ensinado aos nossos alunos que não podemos ficar parados esperando alguém acabar com a dengue. Precisamos ter consciência de nosso papel e agir já”, afirmou.
No quarto bloco, as principais dúvidas da população em relação à dengue foram debatidas. Para isso, o Canal Minas Saúde foi às ruas para ouvir as pessoas e saber quais são os questionamentos delas. No estúdio, o superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Francisco Lemos, respondeu às perguntas e esclareceu as questões.
Confira algumas das principais dúvidas da população, respondidas por Francisco Lemos:
– O mosquito Aedes aegypt voa a qualquer altura?
O mosquito tem preferência por lugares mais baixos, mas isso não impede que ele chegue ao alto, por meio de ‘elevadores’ ou levado em algum objeto, como vaso de planta.
– O mosquito se reproduz em qualquer tipo de água?
O Aedes aegypti prefere água limpa. Ele não se reproduz em água com matéria orgânica.
– O uso do repelente é eficaz contra a dengue?
O repelente protege, mas por curto período. É preciso reaplicá-lo e há muitas pessoas que têm alergia. Além disso, lembrando o que disse o padre José Raimundo, o uso do repelente é um ato individual, que não traz benefícios para à coletividade.





