Audiência apresenta balanço dos gastos de saúde em Itabira

Da esquerda para a direita: o secretário municipal de Saúde, Alcides Escolástico e o procurador municipal, Fabiano Penido.

“O município de Itabira já gasta com a saúde mais do que tem para gastar”. Esta foi uma das afirmações do secretário municipal de Saúde, Alcides Escolástico, na tarde de ontem, 16 de novembro, na audiência pública de saúde referente ao segundo e terceiro trimestre de 2009.
 
A reunião aconteceu no auditório da Prefeitura e contou com a presença do secretário de saúde, do vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Élson Sá, do vereador Ilton Magalhães, da vereadora Marta Mousinho, do procurador municipal Fabiano Penido, da Secretária de Ação Social Graça Lima, de funcionários do Programa de Saúde da Família (PSF) e populares, totalizando cerca de 30 pessoas.
 
A audiência iniciou-se com a apresentação de despesas e receita na área da saúde como hospitais, PSF’s, campanhas de conscientização, medicamentos e etc. Estes vieram acompanhados dos órgãos responsáveis pelo repasse da verba (Prefeitura, Governo Estadual e Governo Federal).
 
Gráficos apresentados relataram que localidades em Itabira, onde a maior parte das verbas foi disponibilizada, juntamente também, vinha sendo apontado o déficit de certas áreas. Valores de custos de algumas instituições de saúde foram citados, como o custo do Pronto Socorro Municipal de Itabira, que é de R$600mil ao mês, valor repassado pela Prefeitura Municipal de Itabira.
 
Investimentos
 
A saúde nas zonas rurais de Itabira, como: Gatos (há 18 km de Itabira) e Machados (há 32 km de Itabira) foi citada na ocasião como pontos que precisam receber mais atenção, apesar do atendimento constante. O repasse de mais de R$1 milhão para o Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) foi apresentado como um dos principais investimentos na saúde de Itabira. Foram relatadas também a inauguração do PSF do bairro Pedreira do Instituto e a reforma do PSF do bairro Santa Marta. O Hospital Carlos Chagas foi citado.
 
Dívida 
 
A dívida do HNSD, que hoje é de mais de R$10 milhões, foi questionada ao secretário que respondeu a um dos repórteres com a seguinte frase: “A dívida não interessa, porque você pode ter uma dívida “X” e ter um recurso para pagá-la. Hóje a maioria das dívidas são negociaveis. Mas é claro que a administração terá que prestar contas”. A hipótese de a prefeitura arcar com a dívida foi refutada.
 
Problemas
 
Outra pauta debatida na ocasião foi a questão da grande quantidade de pacientes que vem de cidades vizinhas para Itabira, gastando os recursos da cidade, e esses não são repassados para o município pelo governo estadual. Logo a cidade que manda os pacientes economiza em saúde. A questão de remédios de alto custo que não é responsabilidade do município e sim do governo estadual, também foi debatida.

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