Baixa temperatura exige cuidados para evitar vírus, alertam especialistas

Os cuidados com transmissão de doenças respiratórias decorrentes de vírus, como o A (H1N1), da chamada gripe suína, devem ser intensificados com a queda de temperatura, como a verificada desde a última sexta-feira, na Região Centro-Sul de Minas Gerais. “Com o frio, as pessoas procuram ficar em locais fechados, com pouca ventilação”, descreve o médico […]

Os cuidados com transmissão de doenças respiratórias decorrentes de vírus, como o A (H1N1), da chamada gripe suína, devem ser intensificados com a queda de temperatura, como a verificada desde a última sexta-feira, na Região Centro-Sul de Minas Gerais. “Com o frio, as pessoas procuram ficar em locais fechados, com pouca ventilação”, descreve o médico infectologista integrante da Sociedade Mineira de Infectologia (SMI) Estêvão Urbano.

Já o médico infectologista Rodrigo Farnertano Rocha acrescenta que, além de cuidados como lavar as mãos e deixar ambientes arejados, é preciso resgatar alguns hábitos que toda mãe indica aos filhos, como evitar situações em que o corpo fica exposto aos choques térmicos, como ao sair de um banho quente sem agasalho. Rocha enfatiza que, com a queda de temperatura, as pessoas devem se manter agasalhadas em ônibus, táxis e carros, mas que deixem as janelas abertas para a circulação do ar. De acordo com o Centro de Climatologia MG Tempo/PUC Minas, a queda da temperatura deve prosseguir até amanhã.

Até ontem, havia divergência entre o número de mortos provocados pela gripe suína no Estado. Na terça-feira, Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais concordavam que eram cinco vítimas. Mas de acordo com a Secretaria, no dia 19, seriam seis mortos; já o Ministério da Saúde, no dia 18, apontou sete mortos em Minas e 368 no Brasil. Dados divulgados divulgados pelos estados de São Paulo, Paraná, Rio e Rio Grande do Sul no final de semana apontam 488 mortos.

Segundo explicação da Secretaria, a divergência do número de mortos em Minas se deve ao fato de o Ministério considerar as mortes de moradores de Minas de passagem por Olinda (PE) e Campinas (SP). Os seis óbitos seriam completados pela morte de um morador de Barroso, Região Central. Nesta semana, disse a Secretaria, os padrões de contagem devem ser revistos.

Serviços relacionados