Prevenção, principal medida contra o vírus da Influenza A
Foram confirmados em Minas, até agora, 67 casos de Influenza A (H1N1), porém, o momento não é de pânico, mas sim de vigilância, é o que alerta o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Luiz Felipe Caram. “A prevenção é a melhor medida para evitar a doença. O vírus […]

É fundamental que as pessoas adotem todas as medidas profiláticas, ou seja, lavar as mãos, evitar locais fechados, aglomerações, não manter contato direto com pessoas doentes; tocar olhos, nariz ou boca; ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável para combater o contágio.
Nas últimas semanas novos casos foram confirmados, mas essa foi uma situação atípica, é o que afirma o superintendente de Epidemiologia, Francisco Lemos. A chegada do inverno e do início das férias escolares são outros facilitadores para a transmissão do vírus. Mas o superintendente pondera que, “todos os casos autóctones, transmitidos dentro do Estado, são conhecidos, passam por monitoramento e os pacientes estão estáveis”.
A partir do momento que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a Influenza A (H1N1) como uma questão de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, Minas vem adotando todas as medidas necessárias para a contenção do vírus. Em 30 de abril, poucos dias após o comunicado da OMS, a SES instalou o Comitê de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A (H1N1). “As ações deste plano estão estruturadas na Vigilância, na assistência hospitalar e na comunicação”, ressalta Lemos.
O Comitê de Enfrentamento da Ameaça da Influenza A, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, é o responsável pela análise, definição, coordenação, seguimento e avaliação das estratégias e ações relativas à segurança em saúde, bem como pela contribuição e pelo estabelecimento de critérios de atenção e prevenção, além da instituição de instrumentos capazes de abordar de forma rápida, ordenada e eficaz às urgências.
O grupo se reúne diariamente e é composto ainda por Fundação Ezequiel Dias (Funed), Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH), Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Consems), Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Infraero.
Ações de comunicação
A Comunicação Social é uma ferramenta imprescindível para gerenciar momentos de crise. Em se tratando da Influenza A (H1N1), a comunicação tem papel fundamental para evitar situações de pânico e garantir a tranquilidade da população e, principalmente, esclarecer o cidadão sobre o que é a doença, quais são seus sintomas, formas de evitar o contágio e as formas de ter acesso aos serviços de saúde caso seja necessário.
De acordo com a assessora de Comunicação da SES-MG, Gisele Bicalho, a SES tem desenvolvido ações junto aos profissionais de saúde e outras visando atingir o cidadão. “Para os profissionais temos duas ações pontuais, a primeira é a produção de um folder técnico, distribuído em parceria com a Associação Médica de Minas Gerais e com o Conselho Regional de Medicina. A segunda é a parceria com o Canal Minas Saúde", informou.
Já para abordar o cidadão, Gisele explicou que o Estado criou um telemarketing de busca ativa, que acompanha por dez dias os passageiros de vôos internacionais e ampliou o serviço do Disque Epidemiologia (0800 283 22 55) para que o cidadão esclareça dúvidas e seja encaminhado caso apresenta alguma suspeita da doença, além disso a SES mantém um hot site sempre atualizado, sobre Influenza A H1N1 (http://gripesuina.saude.mg.gov.br).





