Prioridade do governo é trabalhar na prevenção de doenças, afirma secretário

Secretário municipal de Saúde, Alcides Escolástico

 
O secretário municipal de Saúde, Alcides Escolástico, afirmou nessa segunda-feira, 15 de junho, que a prioridade do governo, pelo menos neste primeiro ano do segundo mandato, será investir em ações que visam prevenir doenças. Ele disse que a crise ocasionou sérios efeitos na área, desde cortes no orçamento anual até aumento no número de atendimentos médicos nas unidades de saúde pública.
 
Medidas como trabalhos na zona rural, definidos como o Sábado de Saúde, nos quais agentes de saúde realizam nos fins de semana instruções de prevenção de doenças são apontados como exemplo deste novo comportamento da secretaria.
 
“Na época do otimismo, trabalhávamos com uma projeção de mais de R$ 60 milhões para a saúde em Itabira em 2009. Depois dos efeitos da crise, vimos que se chegarmos a R$ 42 milhões estará de bom tamanho. Este cenário nos impôs cortes, que serão feitos de maneira que não prejudiquem as pessoas”, afirmou Alcides após a audiência pública de saúde no auditório da Prefeitura.
 
O secretário remeteu à crise o aumento de atendimento nas unidades de saúde. “Muitas pessoas que perderam o emprego em cidades próximas, voltaram para Itabira. Com isso, o atendimento médico em postos de saúde e no Pronto-Socorro aumentou cerca de 20%, comparado aos mesmos primeiros seis meses do ano passado”, reiterou. Ele acredita que este percentual será mantido no segundo semestre.
 
Médicos e Pronto-Socorro
 
A falta de médicos na cidade é uma preocupação do secretário. Ele reconhece que o atendimento ainda é precário. Mas sua explicação ainda esbarra num problema de mercado de muitos profissionais, que, de acordo com ele, utilizam as unidades de Itabira para fazer carreira. “Conseguimos pagar a um médico de PSF, por exemplo, atualmente, cerca de R$ 6 mil. O número de profissionais para esta área é elevado. É por isso que não conseguimos pagar muito. Enquanto isso, há cidades próximas daqui que oferecem R$ 18 mil e acabam levando médicos que poderiam estar aqui”, lembrou o secretário. Ele contou que está tentando fazer com que este salário se aproxime dos R$ 10 mil, através de um projeto enviado à Câmara, para atrair mais profissionais para o município.
 
“O Pronto-Socorro também sofre com isso. Por exemplo, o pediatra, que, para mim, é um profissional em extinção no mercado”, disse. Alcides ainda lembrou que será feito o terceiro processo seletivo para suprir essa necessidade da cidade. “Conseguimos quatro profissionais desde o último processo seletivo, mas já temos quatro que estão saindo. Portanto, é uma luta diária”, explicou.
 
A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), que é uma das promessas do plano de governo, ainda não tem previsão de ser construída em diversos pontos da cidade. “o que impede não é a construção, mas sim, a manutenção. Se hoje temos apenas 14 médicos em cada posto de saúde – no total há 27 postos de saúde em Itabira – não adianta se fazer a UPA, porque a falta de médico irá aumentar ainda mais. A única UPA prevista é a do Hospital Carlos Chagas, que fará parte do complexo de reforma da unidade de saúde nos próximos meses, finalizou.

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