Carlos Viana pode ir ao STF para manter quebra de sigilos de Lulinha
A aprovação da proposta provocou agressões verbais, empurrões e até soco, desferido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) no presidente da Comissão
Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (26), que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) se a mesa diretora do Senado não aprovar a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luis Lula da Silva (Lulinha), filho mais velho do presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT).
No entanto, o senador acredita que a decisão não será revertida.
“Espero que o presidente do Senado ouça os dois lados, especialmente porque tenho muita tranquilidade de que o regimento interno da casa foi cumprido e que nós temos todas as condições para dar sequência aos requerimentos. Há quase um mês tento falar com o presidente sobre a prorrogação da CPMI e ainda não tivemos nenhuma resposta efetiva sobre esse assunto. Vai ser uma conversa muito boa. Eu e o Davi temos um bom relacionamento”.
Aprovada de maneira simbólica pela comissão, nesta quinta-feira (26), quando a votação não é nominal, o resultado causou revolta à base governista, que tentou barrar o requerimento e causou agressões verbais, empurrões e até soco, desferido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) no presidente da Comissão, Carlos Viana.
O PT afirmou que vai recorrer a Davi Alcolumbre (união Brasil-AP), presidente do Senado na tentativa de anular a decisão, argumentando que no momento da votação em bloco dos requerimentos, se encontravam presentes somente 21 senadores e deputados, dos quais, 14 haviam votado pela rejeição, configurando a maioria.
Viana refutou as afirmações, afirmando que: “Para que a pauta fosse derrubada em bloco, era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos ou 16 parlamentares presentes, de acordo com o painel de 31. Apresentaram, e eu contei duas vezes, 7 votos contrários, portanto, a pauta está aprovada na sua integralidade”.
A jornalistas, Viana admitiu que as imagens mostram 14 parlamentares, mas argumentou que, “possivelmente, se levantaram depois”.
A sessão foi suspensa por volta das 13horas e os congressistas que votaram contra o requerimento se dirigiram à casa de Alcolumbre para tratar do caso.
O presidente do Senado não se manifestou sobre, mas solicitou, por escrito, a leitura do recurso.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-secretário de Comunicação do governo Lula, disse que vai entrar com uma representação no Conselho de Ética do Senado acusando o senador Carlos Viana de fraude na contagem na votação simbólica que resultou na aprovação dos requerimentos.




