Carnaval de BH explode em público, entra no top 5 do país e movimenta mais de R$ 1 bilhão

Alta de 60% na procura coloca Belo Horizonte entre os destinos mais buscados do Brasil; aeroporto deve receber 1 milhão de passageiros em fevereiro e setores como hotelaria e gastronomia ampliam faturamento

Carnaval de BH explode em público, entra no top 5 do país e movimenta mais de R$ 1 bilhão
Foto: Daniel Cerqueira/área de serviço/@carnavaldebh

Maioria dos mineiros passará o carnaval em sua própria cidade, segundo pesquisa da FCDL-MG

O Carnaval de Belo Horizonte consolida, em 2026, seu papel como motor do turismo nacional. A cidade atrai visitantes de todo o Brasil e amplia o impacto econômico em diversos setores. Além da folia, o evento fortalece a imagem da capital como destino cultural estratégico.

Entre 12 e 23 de fevereiro, o Aeroporto Internacional de Confins deve receber mais de 400 mil passageiros. Somente no dia 23, cerca de 38 mil pessoas devem circular pelo terminal. Ao longo de todo o mês, a expectativa é atingir 1 milhão de passageiros. Portanto, o fluxo aéreo confirma o peso da festa no calendário turístico.

A alta demanda também posiciona Belo Horizonte entre os destinos mais procurados nas rotas da Azul para o Carnaval. Assim, a capital se consolida como polo turístico em expansão.

No transporte rodoviário, o movimento segue a mesma tendência. Estimativas indicam mais de 56 mil passageiros circulando na cidade durante o período oficial da folia. Além disso, as buscas por passagens cresceram 38% em relação a 2025. Com isso, BH reforça sua presença entre os destinos preferidos dos foliões.

BH entra no top 5 nacional e registra alta nas passagens

O crescimento da procura elevou Belo Horizonte ao top 5 dos destinos mais buscados para o Carnaval de 2026. Segundo levantamento do setor, a cidade registrou salto de 60% nas pesquisas por viagens. Dessa forma, a capital mineira passou a disputar espaço com polos tradicionais da folia.

No entanto, o aumento da demanda pressionou os preços. BH foi a única cidade entre as líderes a registrar alta nas passagens aéreas. O valor médio subiu 18,5%, enquanto outros destinos apresentaram redução.

Especialistas explicam que a valorização ocorre quando a procura cresce de forma acelerada. Em rotas como Fortaleza, Brasília e São Paulo, as tarifas tiveram elevação expressiva. Ainda assim, o encarecimento não freou o interesse dos viajantes.

Além disso, o comportamento do consumidor mudou. O brasileiro tem comprado passagens com menos antecedência. Essa tendência reflete maior flexibilidade no planejamento das viagens.

Hospedagem registra crescimento e amplia ocupação

O setor de hospedagem acompanha o ritmo do Carnaval. Plataformas de aluguel por temporada registraram aumento de 50% nas buscas por acomodações em comparação com o ano passado. A maioria das reservas envolve grupos de três ou mais pessoas. Portanto, o perfil coletivo da festa se mantém forte.

Nos hotéis, a ocupação média já gira em torno de 50%. Na região Centro-Sul e na Savassi, os índices variam entre 60% e 70%. A expectativa é igualar ou superar os números de 2025, quando a média geral chegou a 75% e ultrapassou 85% na área central.

Gastronomia e comércio ampliam faturamento

O Carnaval também fortalece bares e restaurantes. Reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, Belo Horizonte transforma a culinária em atrativo turístico. Como resultado, o fluxo de consumidores aumenta durante toda a programação.

Levantamento do setor indica que 72% dos empresários projetam faturamento maior do que no ano passado. Parte dos estabelecimentos espera crescimento de até 5%. Outro grupo aposta em alta entre 6% e 10%.

Além do consumo direto, o turista permanece mais dias na cidade. Consequentemente, ele circula por diferentes regiões e amplia o impacto econômico. O efeito positivo alcança ainda setores como moda, transporte, hotelaria e economia informal.

Evento movimenta bilhões e gera empregos

O Carnaval deve movimentar mais de R$ 1 bilhão na economia local. Além disso, a festa pode gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Trabalhadores da cultura, comércio e serviços integram essa cadeia produtiva.

A programação prevê mais de 600 desfiles de blocos de rua. Somam-se a eles as escolas de samba e os blocos caricatos. Ao todo, a organização espera público estimado em 6,2 milhões de pessoas ao longo do período.

Nos últimos anos, a Prefeitura adotou modelo descentralizado. Assim, diferentes regiões passaram a receber cortejos e atrações. Essa estratégia amplia o acesso, valoriza a cultura local e distribui renda.

Dessa maneira, Belo Horizonte deixa de ocupar posição secundária no Carnaval brasileiro. A cidade, agora, disputa protagonismo com destinos tradicionais. Mais do que festa, o evento se consolida como política pública de desenvolvimento econômico e cultural.