Carnaval de BH reúne 6,5 milhões de foliões e movimenta R$1,4 bilhão
Coletiva no Palácio da Liberdade também estima 14,9 milhões de participações em todo o estado e impacto econômico de R$5,83 bilhões; hotelaria teve média de 85,62%
Belo Horizonte recebeu cerca de 6,5 milhões de foliões durante o carnaval de 2026, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (19), em coletiva no Palácio da Liberdade, pelo Governo de Minas. O balanço estima que a festa movimentou R$1,4 bilhão na capital e alcançou, no estado, 14,9 milhões de participações ao longo do período, com impacto econômico de R$5,83 bilhões.
De acordo com a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, os números são consolidados a partir do cruzamento de diferentes bases, como estimativas das forças de segurança sobre ocupação das vias, além de dados de mobilidade, hotelaria e circulação de passageiros. A metodologia também considera a dinâmica do evento, em que uma mesma pessoa pode participar de mais de um dia ou de mais de um cortejo.
O levantamento apresentado aponta que o interior concentrou R$4,43 bilhões do impacto econômico total. Entre os recortes citados, as cidades históricas somaram 376 mil pessoas circulando no período e a região do Lago de Furnas, 315 mil visitantes. Para a secretária, o dado reforça uma tendência de deslocamentos regionais, com parte do público optando por permanecer em Minas.
Na hotelaria de Belo Horizonte, a taxa média de ocupação foi de 85,62%, com pico de 92,30% no fim de semana. O balanço também registrou alta da diária média e, nos destinos de lazer monitorados no interior, ocupação de 97%. Na mobilidade, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip) contabilizou 152.258 passageiros. Em Confins, a apresentação destacou crescimento de 18,5% nos passageiros de voos internacionais, com 8.887 viajantes no período.
No campo do financiamento cultural, Botega informou que o estado publicou, em janeiro, uma resolução para direcionar a Lei Estadual de Incentivo à Cultura por faixas de valores, com 50% dos recursos destinados a projetos de até R$ 300 mil; 30% para projetos entre R$ 300 mil e R$ 600 mil; e 20% para propostas acima de R$ 600 mil. A secretária afirmou que a regra busca ampliar o acesso de iniciativas menores e favorecer a descentralização.
A coletiva também trouxe uma discussão polêmica sobre o crescimento de apresentações de artistas de grande porte no formato de show em Belo Horizonte. Botega defendeu que o município avalie a diferença entre “bloco” e “evento” quando se trata de cortejos com grandes artistas e público elevado, já que as exigências e responsabilidades de infraestrutura mudam conforme a classificação.
Representantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar relataram que o planejamento ocorre antes do período oficial, com análise de trios e trajetos junto a organizadores. Segundo as forças, houve caso de concentração acima do previsto, agravado por atraso no início do show, o que levou a ajustes de horário e trajeto, além de remanejamento de efetivo, medida facilitada por cancelamentos de outros desfiles.
O Governo de Minas informou ainda que investiu R$26,5 milhões em ações ligadas ao Carnaval 2026, incluindo recursos via edital, estrutura e serviços de apoio. O balanço completo, com dados de atendimentos e ocorrências, foi apresentado com participação das áreas de segurança pública e secretarias envolvidas na operação do período.





