“Carnaval é do povo e para o povo”, afirma Vanessa de Faria, superintendente da FCCDA
Ela destaca resgate da cultura de rua, valorização dos blocos e descentralização da festa como pilares da folia na cidade

A superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Vanessa de Faria, ressaltou que o pré-Carnaval de Itabira tem como essência o fortalecimento da cultura popular e o resgate das manifestações de rua. À frente da instituição responsável pela organização da programação, ela destacou que o tema deste ano — “A Cor Dessa Cidade” — reforça a diversidade e a identidade coletiva da festa.
“A gente escolheu esse tema, ‘A Cor Dessa Cidade’, inspirado na canção ‘O Canto da Cidade’, da Daniela Mercury, onde ela celebra as cores da cidade, celebra o Carnaval, um espaço onde cabem todas as pessoas, todos os corpos, todas as cores, todas as idades”, explicou. Segundo Vanessa, a proposta é evidenciar as múltiplas identidades culturais presentes em Itabira, desde os blocos tradicionais até as manifestações nos bairros e distritos.
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A superintendente da FCCDA enfatizou que o Carnaval é, por natureza, uma construção popular. “O carnaval é uma festa popular, ele é uma festa construída pelo povo, para o povo”, afirmou. Para ela, cabe ao poder público atuar como apoiador e articulador, sem interferir na espontaneidade que caracteriza a festa. “Acho que é uma obrigação do poder público dar esse apoio para essas manifestações e sempre num diálogo, para que a gente também não engesse [a folia]”.
Vanessa também chamou atenção para o processo de reinvenção constante da folia. “O Carnaval, como manifestação popular também vai se reinventando. E o Carnaval se reinventa desde o início do século passado. Há dez anos, 11 anos, esse Carnaval de blocos vem se fortalecendo”, pontuou.
Nesse contexto, a FCCDA atua por meio de editais que viabilizam apoio financeiro e estrutural aos blocos. “Então é muito importante a gente, enquanto instituição pública, agregar esse movimento, auxiliar. Então, a ideia é que esses blocos, todo ano a gente tem um edital, eles se inscrevem, a gente pode fazer um repasse para que eles consigam se organizar, mas cada bloco tem o seu lugar, o seu território”, detalhou.
A descentralização é outro ponto central. De acordo com Vanessa, as concentrações nos bairros fortalecem o vínculo comunitário e mantêm viva a tradição da cultura de rua. Depois, os grupos se integram à programação principal em um espaço preparado para receber públicos diversos. “A gente prepara um ambiente todo especial para receber toda a população de Itabira, não só aqueles que já frequentam os blocos, mas também todas aquelas pessoas que gostam de carnaval, que gostam de cultura, porque cultura é um direito de todo mundo”.
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