As cartas escritas pelo padre José Felipe Bastos, pelo bispo dom Odilon Guimarães Moreira e também pelos fiéis mostram que as informações sobre a saída do pároco das igrejas São José Operário e Nossa Senhora de Fátima estão desencontradas.
Carta de Dom Odilon:
Cel. Fabriciano, 13 abril de 2011.
Estimados diocesanos das Paróquias São José Operário e Nossa Senhora de Fátima – V. Tanque / João Monlevade
"Que a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês."
Sirvo-me desta, para comunicar a todos, que na presença de membros do Conselho Presbiterial de nossa Diocese, com pesar, aceitei o pedido de renúncia do Pe. José Felipe que, em caráter experimental, administrou estas duas paróquias, até a presente data.
Somos gratos a tudo que realizou neste curto período entre nós e reconhecemos o bem que praticou em favor das comunidades.
Quero ainda, nesta oportunidade, informá-los que o Conselho Presbiterial, mediante decisão do Pe. José Felipe, temporariamente os padres das Paróquias N. Srs. Da Conceição e São Luiz Maria de Monfort, assumiram a administração das duas paróquias vacantes.
Conto com a compreensão de vocês e peço que rezem ao Pai por todos nós. Que Deus abençoe!
Dom Odilon G. Moreira – Bispo Diocesano
Carta do padre José Felipe:
Aos paroquianos da Igreja São José Operário
"João Monlevade, 13 de abril de 2011.
Revmo. Dom Odilon e Vigários Episcopais. Por meio desta, agradeço a experiência vivida em Vossa Diocese. Foi um tempo de muito trabalho, oração e aprendizado. Por este comunicado, renuncio às duas Paróquias a mim confiadas. A Paróquia de São José Operário e a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Muito obrigado por tudo e por este tempo passado aqui na Diocese. Com pesar, mas com esperança no amanhã. Pe. José Felipe Bastos."
Carta dos fiéis:
Carta aberta à população
João Monlevade, 14 de abril de 2011
Há anos os paroquianos da Igreja São José Operário não se sentiam tão bem! Hoje, graças ao Padre Felipe, temos paz no coração. Conseguimos, levados pela fé, mudar nossas atitudes. Somos pessoas melhores.
Por essa razão, nossa Paróquia vem recebendo inúmeros visitantes; que, atraídos pelo poder da oração, vêm rezar conosco.
Porém, na quina-feira, 13 de abril, fomos surpreendidos por uma notícia chocante: o nosso Pároco havia sido convidado a se retirar de nossa Paróquia. Atitude arbitrária que não deveria ser própria dos dirigentes da Igreja Católica.
Porque eliminar o que faz bem? Que crime cometeu o Pároco para ser punido? E, pior ainda, que crime bárbaro cometeram os paroquianos para serem tão severamente punidos?
Essas perguntas estão sem respostas. A quem devemos recorrer para que nos possa ser dada uma explicação?
Somos pessoas honestas, trabalhadoras, assim como Padre Felipe; portanto queremos ser respeitados.
A Igreja deveria pregar união, paz, respeito entre as comunidades; no entanto, nesta ocasião, prega desunião, revolta, desrespeito.
Precisamos de paz e que nos devolvam o que a nós pertence.
Conclamamos, a quem de direito, a resolver esse impasse. Não podemos sofrer por problemas alheios a nossa Paróquia.
Se há problemas a serem resolvidos, eles não nos pertencem. Esperamos que cada um cuide de sua Paróquia e de seus próprios problemas, que devem ser muitos, e que nos deixem em paz; com a nossa Paz.