Casal “acampado” próximo à Funcesi recusou acolhimento da Prefeitura de Itabira, explica secretária
O casal também afirmou que por estarem recebendo muitas doações, permanecerão por mais alguns meses em Itabira

Há meses um casal em situação de rua está “acampado” às margens da AMG-1210, próximo ao Centro Universitário Funcesi, em Itabira. O fato vem chamando a atenção da população e fez com que a secretária de Assistência Social, Nélia Cunha, informasse durante sua prestação de contas na Câmara Municipal, na última segunda-feira (14), que ambos recusaram a oferta de acolhimento dada pela Prefeitura de Itabira.
Segundo a secretária, o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) já realizou diversos atendimentos ao casal P.B.O e R.P.O, que é oriundo de Belo Horizonte e já esteve em Itabira em maio de 2023. Durante o último atendimento realizado, eles informaram que estão muito bem e que não precisam de nada da Assistência Social. Ainda de acordo com a secretária Nélia Cunha, o casal também afirmou que por estarem recebendo muitas doações, permanecerão por mais alguns meses na cidade.
Entretanto, ambos seguirão em acompanhamento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e também estão devidamente cadastrados no Cadúnico e recebendo o benefício de transferência de renda (Programa Bolsa Família).
Entenda
Segundo a secretária, durante a primeira passagem do casal, ambos obtiveram atendimentos no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), mas pouco tempo depois manifestaram o desejo de voltarem à cidade de origem, sendo beneficiados com passagem intermunicipal. Em junho daquele mesmo mesmo ano, retornaram para Itabira e solicitaram o mesmo benefício – que foi concedido novamente.
Desta vez, ambos relataram estar no município sem nenhum propósito certo e sem vínculos familiares na cidade.
“Por diversas vezes a equipe do SEAS realizou novas abordagens, ofertando atendimentos e encaminhamentos conforme necessário. Foram atendidos também pelo Centro de Referência de Assistência (CRAS), unidade que solicitou isenção de taxa de segunda via de documentos pessoais, sendo atendido. O casal por algumas vezes aceitou utilizar os serviços da Casa de Passagem, principalmente para banho e alimentação. Em maio foram inseridos para acompanhamento no Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, serviço que realiza todo acompanhamento necessário até a data de hoje”, explicou Nélia Cunha, através de uma nota publicada nesta quarta-feira (16), em suas redes sociais.

Ainda segundo a secretária, neste tempo em que o casal está em Itabira, já foram realizadas diversas abordagens sociais ao casal, onde em alguns momentos os dois foram encontrados e toparam conversar, mas também recusaram contato ou não foram localizados em outras ocasiões. “Em todas abordagens sociais os serviços da Assistência Social, Saúde e de outras políticas foram ofertados, sempre com a premissa de respeitar o desejo e a adesão dos usuários”, pontuou Nélia, afirmando que a recusa partiu dos dois.
De acordo com a secretária, o casal, por ora, não pode ser beneficiado com o Probom – Bolsa Moradia, pois não se enquadra nos critérios estabelecidos pela Lei Municipal 4125/2007, por não residirem no município há no mínimo 3 anos. “Ainda que todos os serviços da Assistência Social estejam sendo ofertados, não obtivemos adesão por parte do casal”, pontuou a nota divulgada por Nélia Cunha.
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