“Categorias com remunerações mais baixas são as mais prejudicadas pelo plano”, afirma Rose Félix
Vereadora promoveu encontros com servidores insatisfeitos com novo plano de cargos e salários da Prefeitura

Nesta terça-feira (14), a vereadora Rose Félix (MDB), ao lado do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Auro Gonzaga, entregou na Prefeitura um documento com todas as reivindicações levantadas junto aos servidores insatisfeitos com o novo plano de cargos e salários proposto pela gestão Marco Antônio Lage (PSB). Nas últimas semanas, Rose se reuniu com cerca de 20 categorias que demonstraram descontentamento com alguns pontos da proposta.
Além de protocolar o documento, a vereadora também diz ter solicitado uma reunião urgente com o Executivo para discutir as reivindicações e exigido, também, o envio da reforma administrativa à Câmara, hoje considerado um empecilho para a votação do plano.
Um dos pontos identificados por Rose Félix é de que as categorias mais prejudicadas estão entre as menos remuneradas do funcionalismo público. Uma delas é a das merendeiras, como explica a parlamentar.
“Sentimos que, no geral, as categorias que tem a remuneração mais baixa são as que mais foram prejudicadas, tanto em termos de achatamento de salário a curto, médio e longo prazo, quanto em termos de benefícios. Então o que não queremos é precarizar a condição de trabalho dessas pessoas, que elas possam ter uma expectativa melhor, possam ser ouvidas e ter benefícios como férias, que é o que elas estão pedindo. Como as merendeiras, que pedem para não trabalhar nos períodos de recesso das escolas, pois ficam sem atividades e são obrigadas a ficarem lá, ao contrário de professores e membros de secretaria”, relata.
Outro problema do plano é a falta de conexão com a realidade dos servidores. Em alguns casos, diz Rose, a carga horária de trabalho descrita no documento distoa do que de fato acontece.
“Temos casos de servidores que apontaram que a descrição das atribuições não está de acordo com a realidade, casos de profissionais cuja jornada de trabalho apontada no plano é diferente da jornada praticada por eles atualmente. Então não são apenas cláusulas econômicas, temos cláusulas que são da condição de trabalho do servidor e que precisam ser revistas para que eles não sofram prejuízo”.




