Cemitério Histórico será aberto neste feriado para comunidade

Cemitério dos Escravos guarda os túmulos dos fundadores de Monlevade e da usina

Cemitério Histórico será aberto neste feriado para comunidade
Devido ao Feriado de Finados, desta quarta-feira, dia 02, um dos pontos atrativos de João Monlevade, o Cemitério Histórico, estará aberto à comunidade e visitantes da região no horário de 8h às 16h. O local também conhecido como “Cemitério dos Escravos”, por abrigar as sepulturas de personagens importantes da história do município e escravos que serviram ao fundador Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, possui rico paisagismo.

Atualmente, está sob cuidados legais da ArcelorMittal, que vem fazendo um trabalho constante de preservação do lugar. Todos os anos, diversos visitantes passam pelo cemitério, que por sua beleza e harmonia, conquista novos admiradores.

O Cemitério Histórico fica localizado no bairro Vila Tanque, próximo ao Social Clube. Quem desejar visitar o local em outras épocas do ano devem agendar com antecedência na comunicação da Usina, no fone 31 3859-1347.

Saiba também

Construído por volta de 1820 para o sepultamento de corpos de escravos que serviam na Forja Catalã e no Solar de Monlevade, o Cemitério Histórico tornou-se um marco para a memória do município. Quando faleceu, em 14 de dezembro de 1872, o pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade foi atendido em seu desejo ao ser sepultado ali por sua família, junto aos escravos que outrora trabalharam nas forjas e na fazenda.

O túmulo dele, que cedeu seu nome à cidade, é sempre visitado e conserva todas as suas características originais. No mesmo local está sepultado o corpo de Senhorinha da Silva, falecida em 16 de setembro de 1871, escrava e dama de companhia de Dona Clara de Souza Coutinho, esposa de Monlevade.

Outro personagem fundamental na história da empresa e da cidade, o engenheiro siderurgista luxemburguês Louis Jacques Ensch, falecido no dia 9 de setembro de 1953, também foi sepultado ali, assim como sua esposa, Dona Maria Coutinho Ensch, falecida em 21 de janeiro de 1966.

Ensch foi o responsável pela implantação da nova usina nas terras que pertenceram ao pioneiro Jean Monlevade e da qual lançou a pedra fundamental, em 31 de agosto de 1935. Coordenou também a construção das vilas operárias que mais tarde deram origem à cidade. Falecido durante viagem à Europa teve atendido o seu desejo de ser também sepultado no Cemitério Histórico.

Mais três pessoas estão sepultadas nesse cemitério: o engenheiro alemão Ervin Krueger, falecido em 22 de fevereiro de 1940 e que, na época, trabalhava na Usina de Monlevade como chefe de instalações elétricas; Orozimbo Bemvindo Brasileiro e José Alvim, ambos falecidos em 22 de agosto de 1942, segundo consta, em confrontos ocorridos na região, na época da Segunda Guerra Mundial.