Centenário do pai de Ronaldo Magalhães será lembrado pela Câmara em 2022

Projeto de lei institui 2022 como o “ano municipal do centenário de Almir Pessoa Magalhães”

Centenário do pai de Ronaldo Magalhães será lembrado pela Câmara em 2022
Seu Nhonhô foi casado com Eny Lage Magalhães – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação CMI
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Personalidades itabiranas escolhidas pela Câmara Municipal de Itabira a cada ano emprestam seus nomes para marcar aquele período. Em 2019, por exemplo, a personalidade escolhida pela Câmara de Itabira foi o ex-prefeito, Luiz Menezes. Nesta terça-feira (17), os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei que institui 2022 como o Ano do Centenário de Almir Pessoa Magalhães, pai do prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB).

A matéria é de autoria do vereador e presidente do Legislativo, Heraldo Noronha Rodrigues (PTB), que pontuou “seu destaque, disponibilidade, visão, solidariedade, garra, dedicação, e inúmeras qualidades”.

Almir Pessoa Magalhães nasceu em Santa Maria de Itabira, no dia 22 de fevereiro de 1922. Era filho de José Gonçalves Magalhães e Blandina Pessoa de Magalhães. Chamava-se Almir, mas era conhecido pelo apelido de “Nhonhô”, sendo em Santa Maria o “Nhonhô de Blandina”. Lá ele nasceu, cresceu e fez o curso primário no grupo Escolar Trajano Procópio.

“Era uma pessoa muito alegre, espirituosa e inteligente. Fazia versos, tocava violão e cantava muito bem. Era fã de Nélson Gonçalves. Homem de muitos amigos e com eles, em sua juventude, fazia serenatas, era o tocador de violão que não teve professor. Assim como o violão aprendeu a dirigir também sozinho, pois, ainda jovem trabalhava na bomba de gasolina de Santa Maria e, curioso foi aprendendo a dirigir os carros que lá ficavam. Tornou-se motorista profissional com a primeira carteira sendo tirada no município de Presidente Vargas”, diz trecho da justificativa do projeto de lei.

Nhonhô casou-se com Eny Lage Magalhães, em 12 de julho de 1945. Dessa união nasceram 10 filhos, mas três morreram ainda recém-nascidos. Ele tornou-se caminhoneiro e viajou muito pelos estados de Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Em 1966, mudou-se com a família para Itabira e foi trabalhar na Pires e Alvarenga como motorista de caminhão tanque. Falesceu em 1981, aos 59 anos, enquanto trabalhava, em um acidente automobilístico.

Além do ano de 2022, quando seu centenário será homageado, Almir Pessoa de Magalhães também dá nome à principal avenida do bairro Gabiroba, em Itabira.