Cerca de 40% do esgoto de Itabira não é tratado por falta de obra simples

ETE opera com apenas 60% de sua capacidade

Cerca de 40% do esgoto de Itabira não é tratado por falta de obra simples
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O esgoto produzido em diversos bairros de Itabira situados acima da linha férrea (da vila Amélia à Colina da Praia, passando por Areão, Amazonas, Panorama etc.) não é tratado por falta de obras simples, segundo o engenheiro do Saae, Jorge Borges. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) tem capacidade para tratar todo o esgoto urbano e devolver à natureza uma água menos poluída, mas está subutilizada.

De acordo com Jorge, o esgoto dos bairros citados representa 40% do total produzido na cidade. Como as residências estão acima da estrada de ferro, é preciso perfurar pequenos túneis sob a linha, procedimento conhecido como método não destrutivo, para passar o encanamento. A obra é simples e barata, considerando seus benefícios. “Hoje em grandes cidades usa-se o método não destrutivo até para passar linha de metrô”, compara o engenheiro.

Quando concedeu entrevista para falar sobre os principais problemas encontrados em Itabira, o prefeito Damon de Sena (PV) citou a subutilização da ETE. De acordo com ele, uma empresa faria a obra de interligação da rede de esgoto, mas acabou abandonando o serviço. Os recursos eram do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

Como não houve outra licitação, quase metade dos dejetos itabiranos continua sendo jogada no rio sem tratamento. Além de ser danoso ao meio ambiente, o esgoto causa prejuízos também aos cofres públicos. De acordo com Jorge, as taxas que o Saae paga às agências dos comitês de bacia hidrográfica para usar os recursos hídricos variam de acordo com a quantidade de água captada e qualidade de efluentes lançados. Quanto mais esgoto tratado, menor é o valor desembolsado e maior o benefício ambiental.