Chuva forte deixa estragos, alaga ruas e atinge alas do Hospital João XXIII em BH
A tempestade da tarde de quarta-feira elevou acumulado mensal da Centro-Sul para acima da média de abril, provocou quedas de árvores e pontos de alagamento
A chuva que atingiu Belo Horizonte no fim da tarde de quarta-feira (8) teve impacto concentrado na região Centro-Sul e deixou um rastro de transtornos em ruas, avenidas e equipamentos públicos da capital. Entre 17h e 18h, a regional registrou 42,6 milímetros de chuva, o equivalente a 51,8% de toda a média climatológica de abril, que é de 82,3 milímetros. No acumulado do mês até 19h30 do mesmo dia, a Centro-Sul já somava 111,2 milímetros, ou 135,1% do esperado para todo abril.
Os reflexos apareceram no trânsito e na rotina urbana, com pontos de alagamento na Avenida Brasil, no bairro Funcionários, e na Rua Bernardo Guimarães, com motoristas tentando desviar da água e trechos momentaneamente intransitáveis, segundo registros publicados pela imprensa local. A Defesa Civil emitiu dois alertas para possibilidade de chuva intensa, granizo, enxurradas e alagamentos, em um cenário associado à atuação de um ciclone extratropical ligado a uma frente fria no Sudeste.
O temporal também provocou uma sequência de quedas de árvores. O balanço do Corpo de Bombeiros indicou 15 ocorrências em via pública e outras 10 sobre veículos, sem registros sobre imóveis. A concentração dos chamados ficou justamente na Centro-Sul, região que também liderou com folga o acumulado de chuva na capital. O Tempo informou ao menos 16 quedas de árvores ao longo da noite, também sem registro de feridos.
Um dos efeitos mais sensíveis da chuva foi no Hospital João XXIII. Áreas do setor de imaginologia tiveram vazamentos e infiltrações durante o temporal, mas a Fhemig afirmou nesta quinta-feira (9) que o funcionamento da unidade seguiu normal, sem interrupção dos atendimentos. Segundo a fundação, equipes de manutenção foram acionadas logo após a ocorrência para conter os efeitos da água e fazer os reparos iniciais.
A distribuição da chuva dentro da cidade foi desigual. Enquanto a Centro-Sul concentrou 42,6 milímetros em uma hora, Barreiro, Noroeste, Norte e Pampulha não registraram precipitação nesse intervalo. Em abril, até a noite de quarta-feira, apenas a Centro-Sul já havia superado a média histórica do mês, o que ajuda a explicar por que os principais estragos se acumularam justamente nessa parte da cidade.




