Chuvas em Minas Gerais deixam quatro mortos e mais de 434 mil pessoas afetadas no período 2025/26
Morte em Santa Rita de Caldas eleva balanço; Defesa Civil reforça alertas para riscos de alagamentos e deslizamentos
Minas Gerais contabiliza quatro mortes relacionadas às chuvas no atual período chuvoso, iniciado em 1º de outubro de 2025. O dado foi atualizado após a confirmação do óbito de um homem em Santa Rita de Caldas, no Sul do estado, na madrugada desta quarta-feira (28). A vítima morreu após tentar atravessar, de motocicleta, uma ponte alagada e ser arrastada pela correnteza.
Segundo a Defesa Civil Estadual, o homem foi levado pela força da água e localizado posteriormente por moradores da região. O superintendente técnico operacional do órgão, major Mardel Alves, informou que o caso se soma aos três óbitos já registrados neste ciclo de chuvas.
Antes da ocorrência em Santa Rita de Caldas, as mortes confirmadas envolviam um menino de 7 anos, arrastado por uma enxurrada em Pouso Alegre; uma criança de 5 anos, soterrada após o desabamento de um muro em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; e uma mulher de 30 anos, vítima de descarga elétrica durante uma atividade de lazer em São Tomé das Letras, no Sul de Minas.
Além das vítimas fatais, o balanço estadual aponta três pessoas desabrigadas e mais de três mil desalojadas, que precisaram deixar temporariamente suas casas. Considerando impactos diretos e indiretos, mais de 434 mil pessoas foram afetadas em diferentes regiões do estado.
As áreas com maior volume de ocorrências são o Noroeste de Minas, a região Central Mineira, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Oeste de Minas e a Zona da Mata. Em alguns municípios, os acumulados de chuva ultrapassaram 400 milímetros ao longo do período.
De acordo com a Defesa Civil, a maior parte dos óbitos registrados no estado ocorre em situações associadas a riscos geológicos, como deslizamentos de terra e desabamentos de imóveis, que podem acontecer sem sinais visíveis. O órgão orienta que a população evite atravessar áreas alagadas, não se exponha a enxurradas, procure abrigo durante tempestades com raios e fique atenta a indícios de instabilidade em encostas.
O monitoramento das condições meteorológicas segue sendo realizado de forma contínua. A Defesa Civil reforça que, diante de qualquer situação de risco, a recomendação é buscar um local seguro e acionar o órgão pelo telefone 199.




