Cinco radares da BR-381, entre BH e Monlevade, nunca foram ligados
Segurança de fachada: radares desligados enganam os motoristas
Ao avistar um radar, rapidamente a ação do motorista é reduzir a velocidade. No entanto, o que deveria ser um item de segurança na BR-381, conhecida como rodovia da morte, em alguns trechos entre João Monlevade e Belo Horizonte, simplesmente não funciona.
No Km 410 da BR-381, em Roças Novas, os radares estão sem câmeras e a caixa que protege o outro ainda está tampada com o adesivo do fabricante. Na reta do km 419, também em Roças Novas, caminhoneiros que param num largo para descanso e reparos descobriram que o cabo que deveria fornecer energia ao radar está enrolado no alto do poste.
A situação se repete no km 433 e nos dois pontos de radares após a ponte do Rio da Piedade, sentido João Monlevade, em Caeté. No local, além de os cabos de energia elétrica estarem soltos, os equipamentos não contam com flash.
Dnit
Segundo o Dnit, que já havia informado que todos os equipamentos estavam em funcionamento no trecho, desde abril, realmente “alguns ainda não estão em operação por não terem recebido a ligação elétrica. Disse que depende apenas de extensão de rede da Cemig, o que já está sendo providenciado. No entanto, uma data não foi informada.
Muitos motoristas não se enganam mais ao verem os postes com radares inoperantes. “No início, o radar ajudou. Mas muita gente viu que são uma enganação e voltou a correr e a bater nos que ainda acreditam”, afirma o borracheiro que trabalha em frente ao detector de velocidade em Roças Novas, José da Fonseca Costa, de 56 anos.