Cinemateca e Noite de Poesia aquecem noite itabirana
O filme foi exibido ao ar livre, projetado na parede do Memorial
A noite dessa terça-feira, 16 de julho, reservou duas grandes atrações do 40º Festival de Inverno para o público itabirano. No Memorial Carlos Drummond de Andrade, o renomado cineasta brasileiro Sylvio Back lançou seu filme “O Universo Graciliano”. Exibido ao ar livre, o longa foi prestigiado por um bom número de pessoas.
Com a imagem projetada na parede do memorial, o público pôde acompanhar o documentário sob a luz do luar. Antes do filme, a superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Sônia Cristina Magalhães Alves, a Kiki, fez um breve discurso e ressaltou a cultura “fervendo” na cidade e a qualidade das atrações do Festival de Inverno.
Em seguida, o cineasta Sylvio Back explicou sobre seu trabalho, o processo de criação e dificuldades enfrentadas no desenvolvimento do filme. Durante a exibição do documentário, o cineasta destacou, em entrevista a DeFato Online, a felicidade de realizar o lançamento daquela forma. “É uma honra estar em um festival que, talvez, seja o mais antigo do Brasil”, disse.
Back comentou também sobre a exibição do filme no Memorial de Drummond. “Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade eram parceiros, companheiros do Partido Comunista Brasileiro no final dos anos 40. Eram membros da associação dos escritores brasileiros. Há uma ligação intelectual entre Graciliano e Drummond. Foi uma das coisas que me motivou, além do fato de que o convite acabou se estendendo à exibição de vários dos meus filmes”, relatou.
O documentário ouve contemporâneos, resgata locais e arquivos em Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro e dá visibilidade às memórias em torno de Graciliano Ramos.
Casa de Drummond
Simultaneamente acontecia na Casa de Drummond a Noite da Poesia e da Cachaça, com Ronald Claver. O escritor recitou poemas no jardim da casa, em um ambiente agradável. O público também participou das apresentações ao declamar poesias conhecidas enquanto saboreava cachaças que eram servidas.
Após a poesia, o grupo Camaratã embalou o restante da noite com sua música instrumental autoral, tocando uma fusão entre ritmos brasileiros e jazz.
