Cisne e sindicato voltam a negociar, mas reajuste continua indefinido
Representantes da Cisne e do sindicato ainda não chegaram a um consenso em relação ao percentual de reajuste
A Transportes Cisne e o Sindicato dos Rodoviários de Itabira (Sinttroita) voltaram à mesa de negociações, na manhã da última terça-feira, 26, desta vez na sede da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Minas Gerais (Fettrominas), em Belo Horizonte. Os representantes dos dois segmentos ficaram de avaliar o reajuste de 9,8% proposto pela federação.
De acordo com o que foi proposto pelo Fettrominas, o salário de motorista passaria dos atuais R$ 1.224,00 para R$ 1.343,95 e do agente de bordo (trocador), para R$ 671,97 (50%). Já o ticket alimentação subiria para R$ 327,00 para todos os funcionários.
Intermediado pelo presidente da Fettrominas, José Theodoro Guimarães da Silva, Cáscio Francisco Cota e Márcio de Fátima Miguel – respectivamente presidente e tesoureiro do Sinttroita – e Celso Nepomuceno de Farias e Albino José Pinheiro, representantes da Cisne, mantiveram inicialmente proposta e contraproposta apresentados nas primeiras rodadas de negociação.
Mesmo mediante a nova proposta, as duas partes, mais uma vez, não chegaram a um acordo sobre o percentual de reajuste salarial de motoristas e cobradores para o Acordo Coletivo 2013/2014. Cisne e sindicato, entretanto, se propuseram a apresentar o novo índice às suas respectivas bases.
Propostas
Em fevereiro, quando foram iniciadas as negociações, o Sintroitta pediu inicialmente um reajuste no salário de motorista dos atuais R$ 1.224,00 para R$ 1.500, 00 (17%); e do agente de bordo (trocador) para R$ 1.050,00 (70% do salário do motorista).
A Cisne ofereceu um reajuste baseado no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), calculado em 6,2%. Depois a proposta subiu para 6,6%, salário de R$ 1.304,78.
No dia 14 de março, numa audiência de tentativa de conciliação, na Vara do Trabalho, Cáscio Cota concordou em reduzir o reajuste, passando o salário para R$ 1.400,00 (motorista), e R$ 784,00 (trocador). Na ocasião, ele se comprometeu a convencer os trabalhadores a votarem a nova proposta em assembleia.
Diante da negativa da Cisne em apresentar uma segunda contraproposta, ainda na audiência, o sindicato reduziu mais uma vez o reajuste, equiparando a proposta aos salários pagos pela Enscon Ltda, empresa de João Monlevade. Com a nova proposta, o motorista passaria a receber salário de R$ 1.378,00 e o trocador R$ 754,80, além do valor do ticket de alimentação fixado em R$ 327,00. Os representantes da Cisne, mais uma vez, se mostraram irredutíveis, mantendo os mesmos 6,6%. Desde então, a Sinttroita manteve o estado de greve, sem, no entanto, promover paralisações.