Cisne/Pássaro Verde considera greve ilegal e reafirma necessidade do aumento de tarifa

Celso Nepomuceno e Albino Pinheiro concederam entrevista ao radialista Galvani Silva

Cisne/Pássaro Verde considera greve ilegal e reafirma necessidade do aumento de tarifa

A Transportes Cisne considera ilegal o movimento grevista organizado pelo Sindicato dos Rodoviários de Itabira e espera que a situação dos funcionários volte à normalidade o mais rápido possível. Representantes da empresa itabirana e do grupo Pássaro Verde (que adquiriu a Cisne) estiveram na manhã desta quarta-feira, 20 de março, no programa Pontal Comunidade, da Rádio Pontal, e falaram sobre o impasse. Eles também reafirmaram a necessidade de aumento na tarifa do transporte coletivo.

O assessor de diretoria da Pássaro Verde, Celso Nepomuceno de Faria, e o gerente da Cisne, Albino José Pinheiro, concederam entrevista ao radialista Galvani Silva. Para eles, a greve é ilegal porque desrespeitou o prazo de 72 horas exigido por lei. “A assembleia foi realizada no dia 13 e no mesmo dia a greve já teve início. O sindicato deveria ter observado o prazo de 72 horas, que é o tempo para comunicar à empresa”, comentou Celso.

O Sindicato pede que o salários dos motoristas fique estabelecido em R$ 1.378,00 e R$ 754,80 para os trocadores. A pedida para o ticket de alimentação é de R$ 327. Mas a empresa oferece reajuste de 6,63% aos trabalhadores. E está irredutível quanto à possibilidade de subir a proposta. “Não temos condições alguma”, disse Albino, taxativo.

O gerente da Cisne disse que a empresa opera no vermelho desde o ano passado, quando o então prefeito João Izael Querino Coelho (PR) não acatou o pedido de reajuste da tarifa do transporte público. A transportadora queria que o preço subisse dos atuais R$ 2,70 para R$ 2,85. O argumento do prefeito para a negativa foi de que a empresa “não prestava serviço de qualidade”.

Agora, a nova planilha apresentada à Prefeitura de Itabira pede que a tarifa seja estabelecida em R$ 3,10. De acordo com os representantes patronais, mais do que possibilitar maior reajuste aos trabalhadores, o novo preço significaria a sobrevivência da Cisne. “Antes da negociação com a Pássaro Verde, a Cisne estava prestes a parar, fechar as portas. Os funcionários corriam risco até mesmo de ficar sem os acertos”, argumentou Albino.

“Infeliz”

O assessor da Pássaro Verde, Celso Nepomuceno Faria, comentou sobre a ameaça do presidente do Sindicato, Cáscio Cota, de trazer ônibus de outros estados para rodarem em Itabira enquanto os trabalhadores estiverem de greve. Segundo o representante da empresa, essa foi uma declaração infeliz do sindicalista.

“Ele (Cáscio) é uma pessoa inteligente, conhece as normas e as leis e sabe que isso não pode acontecer. Por que trazer ônibus de fora se temos os nossos aqui?”, questionou. “É uma afronta ao contrato que a Cisne tem em vigor com o município. Além disso, esses ônibus não teriam nas roletas o validador de cartões e nem o itinerário adequado para Itabira”, completou.