Cisne reforça pedido de aumento da passagem; empresa quer R$ 3,75
Cisne alega, sobretudo, aumento dos custos de produção
O reajuste da tarifa do transporte coletivo de passageiros voltou a ser assunto de mais uma reunião do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito de Itabira (CMTT), realizada na manhã desta terça-feira, 1º de novembro, no auditório da Secretaria de Ação Social.
A Transportes Cisne, empresa que opera os coletivos da cidade, alega perdas sofridas no volume de passageiros de pelo menos 20% entre 2015 e o atual momento. A atual tarifa é de R$ 3,10. Para recompor o impacto afirmado pela empresa, a passagem deveria ter acréscimo de R$ 0,65, em média, passando a R$ 3,75.
O diretor administrativo da Cisne, Bruno Figueiredo de Oliveira, citou demissões de empregados em diversos setores e crise econômica, além do aumento dos custos de produção, que superariam o percentual observado. “Ficamos sem aumento e sem subsídio”, salientou Bruno.
A presidente do CMTT, Eline Moura, lamentou a ausência de representante da Superintendência de Transportes e Trânsito (Transita) para despachar o assunto. "Vamos fazer novamente um ofício e encaminhá-lo à empresa. Vamos pedir a presença deles e ver se conseguimos resolver o problema ainda este ano", disse.
Ao fim da reunião, os representantes do CMTT decidiram que o reajuste será tratado na próxima reunião, prevista para o dia 9 de novembro, às 9h, na Secretaria de Ação de Social.
Transita x Cisne
A principal divergência entre Transita e Cisne é a quantidade de passageiros pagantes que usam o serviço. Bruno Figueiredo alega que o volume impacta diretamente na proporção de não pagantes. A Transita teria dado margem para majorar a tarifa a R$ 3,50, o que a Cisne considera baixo.
O diretor da Cisne citou ser o aumento fundamental às operações da empresa no município. "Queremos trazer para Itabira o melhor do conforto, da qualidade do ônibus". Ele observou ainda que reclamações sobre o serviço prestado cairam bastante, mas os custos financeiros são obstáculos para manter a qualidade. “Quero fazer mais alguma coisa e não posso”, continuou.
Histórico
Segundo Bruno Oliveira, desde dezembro de 2015 são enviadas requisições de atualização da planilha de gastos à administração municipal.
Quem baterá o martelo sobre o valor da passagem será o governo municipal. Devido à demora do CMTT em definir o reajuste, Albino Pinheiro, da Transportes Cisne, sugeriu que a situação seja chancelada pelo prefeito Damon Lázaro de Sena (PV). “Quem tem o poder de decidir é o prefeito, então vamos colocar nas mãos dele. Não podemos ficar sem aumento”, questionou.
A tarifa do transporte coletivo urbano de Itabira foi majorada em 14 de setembro de 2015. À época, o valor subiu de R$ 2,90 para R$ 3,10, figurando um reajuste de 6,9%.