Classificação contra o Santos reforça o Atlético como uma força da natureza em competições mata-mata
Feliz o atleticano que, em algum minuto do enrolado confronto contra o Newell’s Old Boys, em 2013, decidiu puxar o ‘Eu Acredito’ nas arquibancadas
Feliz o torcedor do Atlético que, em algum minuto do enrolado confronto contra o Newell’s Old Boys, em 2013, decidiu puxar o “Eu Acredito” nas arquibancadas do Horto. Mais do que um grito de incentivo, era criada, naquele momento, uma nova maneira de o torcedor do Galo enxergar o futebol.
Desde então, alteraram-se os personagens, os adversários e até o estádio. Mas o atleticano segue acreditando. E essa fé foi fundamental para um novo capítulo histórico do alvinegro em competições continentais.
Sobre o jogo, em si, vimos um roteiro muito parecido ao da primeira partida, na Vila Belmiro, com dois tempos totalmente distintos. Nesta quarta-feira (16), o Galo fez 45 minutos iniciais espetaculares.
Foi, de longe, a melhor versão do time comandado por Eduardo Domínguez. Aproximação, rápidas trocas de passes, velocidade na transição e eficiência. Seguindo essa receita, o Atlético fez três gols ao natural, e ainda criou outras boas chances com Renan Lodi e Lyanco. O zagueiro, aliás, foi a única notícia ruim da primeira etapa.
No primeiro gol santista, errou duplamente ao fazer uma falta boba e depois cabecear a bola contra a própria rede. Lyanco não é um jogador ruim como parte dos rivais pintam e nem o craque que vive no imaginário de alguns torcedores. É um bom zagueiro que poderia ser ainda melhor, caso jogasse mais pelo time e menos por si mesmo.
No segundo tempo, a entrada de Arthur deixou o alvinegro da Vila Belmiro dono da partida. Visivelmente cansado, o Galo correu atrás da bola e parecia cada vez mais entregue. Mas aí deixamos de lado a parte tática para voltarmos ao imponderável.
Esse clube virou uma força da natureza em competições mata-mata. Desde as grandes viradas contra Newell’s, Olimpia, Corinthians e Flamengo, em 2013 e 2014, o atleticano se acostumou aos cenários desfavoráveis.
E quando o baixinho Cuello cabeceou para deixar 4 a 2 no placar, já estava nítido. Os pênaltis só sacramentaram o óbvio e trouxeram o merecido reconhecimento para Gabriel Delfim, um substituto à altura de Everson.
O adversário do Atlético nas semifinais será Cienciano ou Montevideo City Torque. Mais uma chance de chegar a uma final continental. Mais um motivo para o atleticano seguir acreditando.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.