O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) discute nesta quinta-feira (12) a proposta da Vale para reaproveitamento de rejeitos e estéreis acumulados em estruturas do Complexo Minerário de Itabira. O tema integra o processo de anuência municipal e de emissão da Certidão de Uso e Ocupação do Solo, etapa necessária dentro do licenciamento ambiental do projeto.
A proposta prevê o reaproveitamento de até 5 milhões de toneladas por ano de bens minerais metálicos, a recuperação de cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos por ano de material disposto em barragens, com o seu beneficiamento acontecendo nas usinas já existentes no complexo minerário de Itabira.
O cronograma do projeto indica início das atividades a partir deste ano, condicionado à obtenção das licenças ambientais estaduais, com operações previstas até 2036. Entre as estruturas incluídas no plano estão os diques Minervino e Cordão Nova Vista, a barragem de Conceição, as cavas Onça e Periquito, além de áreas como a barragem e paliçadas do Rio do Peixe.
De acordo com a proposta apresentada pela mineradora, a iniciativa está alinhada ao conceito de mineração circular, ao priorizar o aproveitamento de materiais já lavrados e depositados ao longo de décadas de atividade. A Vale sustenta que o projeto pode contribuir para reduzir volumes armazenados, auxiliar na descaracterização de estruturas e evitar a abertura de novas frentes de lavra.
A estimativa operacional prevê a mobilização de 443 trabalhadores, distribuídos entre funções operacionais, administrativas e de apoio, com atuação contínua e acompanhamento ambiental.
A reunião do Codema representa uma etapa estratégica no âmbito municipal. O conselho pode emitir parecer favorável, solicitar adequações ou não conceder a anuência necessária para a continuidade do processo de licenciamento, decisão que leva em conta impactos ambientais, aspectos técnicos e reflexos sociais da proposta.
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