Codema quer discutir Plano de Emergência das Barragens da Vale em Itabira
Nivaldo dos Santos enviou ofício à Vale pedindo cópia do Plano de Emergência

Membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) querem ter acesso ao Plano de Emergência das Barragens da Vale em Itabira. Por meio de ofício, o secretário de Meio Ambiente e presidente do órgão, Nivaldo Ferreira dos Santos, solicitou à mineradora uma cópia do documento para iniciar os estudos e discussões junto à Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e outras instituições interessadas.
O assunto foi um dos mais discutidos durante as apresentações que a Vale fez em Itabira em defesa de suas barragens de rejeitos, após a tragédia de Mariana. Tanto no Codema quanto na Câmara Municipal, os engenheiros e representantes da empresa, quando questionados sobre o plano de contingência, reconheceram que é preciso avançar.
O plano que existe atualmente não contempla, por exemplo, sirenes para alertar as comunidades em caso de desastre. Os engenheiros da empresa dizem que não é preciso. O alerta, na visão deles, tem de ser pensado muito mais no sentido de prevenir do que de remediar.
Quando esteve na Câmara Municipal, o diretor de Ferrosos Sudeste da Vale, Antônio Padovezi, afirmou à imprensa que, se a comunidade entender que precisa realmente de alarmes sonoros, é possível que eles sejam instalados. Antes de qualquer sugestão, entretanto, é preciso conhecer o plano existente. E é isso que o Codema pretende fazer em parceria a Defesa Civil e outros órgãos.
Monitoramento
Na reunião do Codema da semana passada, o conselheiro Fernando Moreira da Cunha sugeriu também que a Vale envie para o conselho um relatório trimestral da situação das barragens de Itabira para que a comunidade tenha acesso às informações. Um trabalho parecido é feito com o monitoramento da qualidade do ar. A ideia foi bem aceita pelos demais membros.
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Fernando Cunha sugeriu que a empresa forneça dados sobre o monitoramento das barragens