Código de conduta do STF tem apoio de mais de 50 organizações na véspera de abertura do ano

O manifesto deve ser entregue às presidências das Cortes superiores nos próximos dias

Código de conduta do STF tem apoio de mais de 50 organizações na véspera de abertura do ano
Edson Fachin defende um Código de Conduta para os ministros da Corte- Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na véspera de abertura do ano judiciário, mas de 50 organizações da sociedade civil manifestaram apoio à criação de um código de conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

São entidades de diferentes segmentos defendendo a ética, transparência e governança pública que ocorre em meio ao desgaste na imagem da Corte, principalmente decorrentes pelas investigações relacionadas ao caso do Banco Master, que tramitam no tribunal com a relatoria de Dias Toffoli.

O movimento é uma iniciativa das organizações Transparência Brasil, República.Org e Movimento Pessoas à Frente, que apoiam uma proposta da OAB de São Paulo, que passou a ser admitida pelo próprio presidente do STF, ministro Edson Fachin.

As entidades defendem a adoção de sete diretrizes básicas para orientar a conduta dos magistrados e, entre pontos centrais, a obrigatoriedade de declaração prévia de conflitos de interesse, que não permite a participação de ministro em processos que tenha vínculos pessoais, patrimoniais ou ideológicos e a possibilidade de revisão dessas decisões por instância ética independente.

A redação contempla regras sobre benefícios, hospitalidades e atividades externas remuneradas, medidas para evitar conflito de interesses envolvendo relações familiares, profissionais ou sociais dos ministros, destacando situações ligadas à atuação de parentes próximos na advocacia e à vinculação de escritórios de advocacia a familiares de ministros.

O coletivo tem articulado apoio institucional e popular desde dezembro à iniciativa e já acumula mais de 45 mil assinaturas em uma petição online.

O manifesto deve ser entregue às presidências das Cortes superiores nos próximos dias.

*Fonte: CBN Política