Com bancos lotados, itabiranos aguardam mais de 2h para atendimento na véspera de feriado
Movimentação é resultado do grande fluxo devido a proximidade do 5° dia útil

Os bancos de Itabira estiveram lotados nesta sexta-feira (4), véspera do feriado prolongado da independencia do Brasil. A movimentação intensa, que durou boa parte do dia, é resultado do grande fluxo de beneficiários que pretendiam receber o auxílio emergencial. Além disso, muitos aguardavam a oportunidade para sacar o FGTS. Ainda, a lotação tem relação com a proximidade com a data de pagamento (5° dia útil do mês). No entanto, as filas para atendimento bancário estão gigantes e itabiranos precisaram aguardar mais de 2h para ter acesso ao serviço.
Muitos itabiranos correram para resolver suas obrigações nos bancos e garantir o dinheiro para o final de semana e feriado. “Eu já fui no Banco do Brasil e lá até que foi rápido, mas aqui no Bradesco a fila está maior. Espero que não demore. O ritmo está normal para o período atual, de pós-pandemia”, disse a itabirana Amanda Antônio, 30 anos, que pretendia fazer um depósito.
Desde o início da pandemia, as instituições financeiras têm trabalhado para garantir acesso amplo aos serviços bancários com segurança tanto para clientes, quanto para funcionários. Tais medidas, inevitavelmente, fizeram com que os atrasos e a demora nos serviços prestados aumentasse. Lidiane das Dores, de 40 anos, afirmou que se espantou com o tamanho da fila e acabou optando por esperar a irmã do lado de fora do banco. “Quando eu cheguei aqui eram duas filas enormes de um lado e do outro. Agora está diminuindo, mas eu estou esperando minha irmã já faz uma hora e meia”, disse a itabirana.
Ainda, a estudante Laura Araújo, de 17 anos, também reclamou da demora. A jovem, que também optou por esperar um parente do lado de fora do banco, contou que já estava em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal há mais de duas horas. Laura foi ao banco para receber o auxílio emergencial.
Aglomerações
Chamou atenção, ainda, as aglomerações. As filas, em geral, desrespeitavam o distanciamento preconizado pelos especialistas. E não é de hoje que o distanciamento social é apontado como uma das formas de combate ao novo coronavírus. Em março deste ano, representantes da Prefeitura, Câmara de Vereadores, Ministério Público, Polícia Militar e bancos trataram do assunto em reunião na sede do Executivo. Governo e Ministério Público pediram às instituições que reforçassem as medidas de segurança no acesso e interior das agências.
Vale lembrar que a promotora Silvia Letícia Bernardes Mariosi Amaral emitiu uma recomendação aos bancos para que adotassem medidas de prevenção contra o novo Coronavírus (Covid-19). O documento trazia oito providências que já deveriam ter sido adotadas pelos bancos. No dia 14 de Março, ela indicou que se as medidas de controle do público não fossem eficazes, ações extremas seriam necessárias em uma próxima fase.




