Com carro de som e frases de efeito, servidores param o Centro de Itabira

Soprando apitos e usando nariz de palhaço, os trabalhadores da prefeitura percorreram avenidas do Centro

Com carro de som e frases de efeito, servidores param o Centro de Itabira
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Durante mais de três horas de manifestação, cerca de 400 servidores públicos municipais conseguiram parar temporariamente parte do Centro de Itabira ao longo da tarde desta quinta-feira, 21. Com apoio de um caminhão de som, sindicalistas e trabalhadores – usando nariz de palhaço – percorreram a avenida João Pinheiro nos dois sentidos e chamaram a atenção da população com frases de efeito, como “trabalhador unido, jamais será vencido”, entre outras.

Organizada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Priscila Miranda, e pela tesoureira Josiane Assis, a manifestação estava marcada para as 15 horas, em frente ao Paço Municipal, mas teve início por volta das 14h30, embora com um número ainda pequeno de servidores. Com a chegada de trabalhadores da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), duas autarquias do Governo Municipal, e a adesão de servidores da Saúde, Educação e dos que trabalham no prédio da Prefeitura, a manifestação tomou maiores proporções.

A manifestação teve apoio do presidente do Sindicato dos Rodoviários, Cáscio Francisco Cota. Ele levou para a avenida, um caminhão de sonorização da central sindical. Priscila Miranda foi a primeira a discursar e explicou com detalhes aos servidores, o conteúdo da contraproposta feita pela Prefeitura.

Embora tenha afirmado existirem avanços na nova proposta, em relação ao que havia sido oferecido inicialmente pela Prefeitura, Priscila Miranda demonstrou irritação pela forma como ela foi divulgada. Na última quarta-feira, 21, o Executivo distribuiu um panfleto afirmando que “a maioria das reivindicações estavam sendo atendidas”.

Repúdio

Entre os mais de 400 manifestantes – conforme estimativa dos sindicalistas – os trabalhadores da Itaurb e Saae eram os mais exaltados. Além dos discursos inflamados, em que pediam “mais respeito com o servidor” e “salários descentes”, alguns servidores chegaram a interromper temporariamente o trânsito na avenida Carlos de Paula Andrade. Eles, entretanto, acabaram desistindo, após os apelos de Priscila Miranda.  

O percentual de 66,29% de reajuste salarial concedido aos secretários após aprovação da Câmara no ano passado e a recusa em conceder integralmente os 17,62% reivindicados pelo Sintsepmi, eram os princiapais motivos de indignação.

Manifestantes das duas autarquias municipais pediam  a saída do diretor-presidente da Itaurb, Carlos Carmelo, Cac; e do Saae, Jacir Primo.   

Cáscio Cota se dirigiu aos manifestantes dizendo que, embora defendesse um segmento diferente, todos ali eram trabalhadores e lutavam pelos mesmos direitos: “Melhores salários e condições mais dignas de trabalho”.

Passeata

Depois da votação e de recusarem de forma unânime a contraproposta, além de aprovar a instauração do estado de greve, os servidores seguiram em passeata por duas das principais avenidas do Centro.

A manifestação chamou a atenção de comerciantes e populares ao longo do trajeto, mas deixou o trânsito complicado, tanto na João Pinheiro, quanto nas ruas de acesso à avenida. As reações da maioria dos passavam pela avenida era de espanto, principalmente com as frases de efeito: “há, há, há Itabira vai parar”.