Com Gongo Soco fechada, Nozinho e prefeito de Barão pedem agilidade em liberação de outros projetos mineradores
Prefeito Armando Verdolin e o deputado Nozinho conversaram com o secretário de Estado Sávio de Souza Cruz sobre projetos em Barão de Cocais
A Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, terá as atividades encerradas oficialmente pela Vale nesta sexta-feira, 29 de abril. De acordo com a mineradora, 80 funcionários serão colocados em férias coletivas por 30 dias, prazo para que sejam realocados em outras unidades. Preocupados com a situação, o deputado estadual Raimundo Nonato Barcelos (Nozinho – PDT) e o prefeito de Barão, Armando Verdolin, se reuniram com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Sávio de Souza Cruz, nessa quarta-feira, 27 de abril. Em pauta, a liberação de novos empreendimentos minerários no município.
Dentre os projetos estão o de ampliação da extração mineral da Mina do Bau, da MR Mineração, que passariam de 300 toneladas/ano para quase 2 milhões de toneladas/ano e com a possibilidade de geração de mais de 500 empregos diretos e indiretos.
Outro projeto que depende de licenciamento é o da Mina Dois Irmãos, da Mineradora Serra Azul, com projeção inicial de extração de 1,5 milhão de toneladas/ano e geração de cerca de 150 empregos diretos e 350 indiretos. Uma característica do projeto da Mina Dois Irmãos é que não há utilização de barragens de rejeitos nas operações.
Mina de Gongo Soco
Desde 2011 fala-se no encerramento das operações na Mina do Gongo. A Vale, no entanto, conseguiu estender por mais alguns anos a exploração, mas já vinha preparando a finalização do empreendimento, com a transferência de 350 funcionários para outras unidades. A alegação da empresa é de que os elevados custos de extração e o preço do minério inviabilizam as operações na mina.
Em entrevista ao jornal A Notícia, de João Monlevade, o prefeito Armando Verdolin afirmou que a paralisação das atividades causará uma queda drástica na arrecadação municipal, que poderá chegar a R$ 2 milhões nos próximos dois anos. Além disso, a cidade deixa de arrecadar cerca de R$ 400 mil nos próximos meses, referentes à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
IEF de João Monlevade
Outra pauta da reunião com o secretário foi sobre o Núcleo Operacional de Florestas, Pesca e Biodiversidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de João Monlevade. De acordo com o deputado, ele foi procurado por lideranças da região que estariam preocupadas sobre um possível fechamento do órgão no município. O secretário Sávio salientou que não existe essa possibilidade de fechamento já que o Núcleo presta relevantes serviços.