Com partidas esportivas paradas, comerciante pensa em mudar de ramo após 15 anos

Vendedor de artigos esportivos enfrenta dificuldades para se manter com a baixa procura dos produtos

Com partidas esportivas paradas, comerciante pensa em mudar de ramo após 15 anos

Dono de uma banca de produtos esportivos de Belo Horizonte há 15 anos no maior shopping popular da capital, Vinícius Moreira Gonçalves se vê prestes a abandonar o segmento. Com as partidas esportivas paralisadas desde o início da pandemia do coronavírus, o comerciante enfrenta dificuldades para se manter com a baixa procura dos produtos.

Mesmo com o retorno do comércio belo-horizontino na segunda-feira (25), Vinícius não vê grandes mudanças na área. “Esperança a gente sempre tem. Criamos expectativa de que aos poucos as vendas vão melhorar. Mas, pelo fato de o futebol ter parado, as pessoas não têm demonstrado interesse nesse tipo de produto. Estou nisso tem muitos anos, com clientes fiéis. Mas é uma coisa que está incomodando e já me faz, como comerciante, pensar em outros investimentos para sobreviver a esta crise”, lamenta.

Desde o fechamento das atividades não essenciais há mais de dois meses, o comerciante tem tentado continuar as vendas através das redes sociais e entregas por delivery, mas a comercialização de produtos específicos como uniformes, meiões, bonés e equipamentos esportivos, tem tido baixa procura por parte dos consumidores.

Vinícius ressalta também sobre a queda do número de vendas no geral, uma vez que devido a atual situação, as pessoas têm revisto os seus gastos. “Os consumidores estão devagar para comprar. Estão optando mesmo pelo essencial. Para o setor comercial não está fácil, porque as pessoas estão segurando dinheiro, investindo somente nas prioridades, principalmente nesse segmento de vestuário”, finaliza. 

Retorno das atividades

Em decreto assinado no dia 22 deste mês pelo prefeito Alexandre Kalil, ficou estabelecido o retorno gradual do comércio, seguindo todas as especificações sanitárias de segurança. A lojas passaram a obedecer horário especiais de funcionamento, está determinada a limitação de público dentro dos estabelecimentos, disponibilização de dispensers com álcool em gel e a utilização de máscara de forma geral. Nesta sexta-feira (29), porém, Kalil anunciou que não dará continuidade ao plano de abertura gradual, pelo menos imediatamente. O prefeito diz que a situação de Minas Gerais é crítica e não transmite confiança para uma flexibilização mais ampla.