Com TV fora do ar, vereador pede extinção de cargos
Torrinha argumentou que o debate sobre o tema é importante
A TV Cultura de Itabira foi o foco das discussões na Câmara de Vereadores na tarde dessa terça-feira, 26 de agosto. O vereador Geraldo Torrinha (PDT) levantou questionamentos sobre o não funcionamento da emissora e de sua estrutura de cargos. Para ele, já que a TV não está no ar devido às outorgas canceladas, são desnecessários os cargos que existem.
O governista Paulo Soares (PSB) defendeu, explicando que antes de Damon comandar a prefeitura, a TV estava funcionando de maneira ilegal e argumentou que a intenção é que o canal retorne. “Ela volta, mas ela volta dentro de um patamar legal”, disse.
Em seguida, Torrinha fez um requerimento verbal para que o prefeito Damon de Sena encaminhe à Câmara um Projeto de Lei para a extinção dos cargos. Ele justificou que na composição da TV há funções como cinegrafista e operadores que não poderiam estar ocupados. “Se eles estão ocupados, estão dando prejuízos ao erário público, porque a televisão não está no ar. Se não estão ocupados, eles não deverão ser ocupados porque a TV não está no ar”, afirmou.
Ele argumentou que o debate sobre o tema é importante e representa uma chance para o chefe do Executivo "enxugar a máquina pública". Com apoio do colega de oposição Bernardo Mucida (PSB), o pedetista disse que tem expectativas de que o debate irá servir de orientação ao prefeito. Segundo Torrinha a TV possui cerca de 20 cargos. “Os cargos existem. Ocupados alguns, outros não ocupados. Ou se nenhum deles estiverem ocupados, a oportunidade é que eles sejam extintos, que vai dar menos trabalho. O que acho é que a TV Cultura não está entrando nos lares itabiranos, então ela não precisa de cargos”, argumentou.
Os vereadores votaram contra o requerimento, apenas Bernardo e o autor da proposta foram favoráveis. Mesmo assim, Torrinha ficou de encaminhar o documento ao governo.