Começa na segunda-feira treinamento de agentes de combate à dengue em Itabira

Equipe técnica do Governo do Estado estará em Itabira durante toda a semana que vem para treinar a equipe de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde para operacionalização do Mosquitrap, uma armadilha desenvolvida para capturar fêmeas do Aedes aegypti, possibilitando, assim, identificar os locais onde há maior infestação do mosquito.   O treinamento […]

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Equipe técnica do Governo do Estado estará em Itabira durante toda a semana que vem para treinar a equipe de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde para operacionalização do Mosquitrap, uma armadilha desenvolvida para capturar fêmeas do Aedes aegypti, possibilitando, assim, identificar os locais onde há maior infestação do mosquito.
 
O treinamento será dividido em duas etapas: teórica, entre os dias 2 e 3 – que será realizado no auditório da Secretaria de Saúde das 8 às 17 horas – e prática, entre os dias 4 e 6. Participarão cerca de 15 pessoas, entre agentes de combate à dengue e equipe diretiva. Depois da teoria, os profissionais irão a campo para aprender a instalar o equipamento e a fazer o monitoramento.
 
O equipamento, desenvolvido por meio de uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Em Itabira, será instalado em 289 residências localizadas em toda a área urbana.Os locais foram mapeados seguindo orientação técnica da equipe do Governo do Estado.
 
O MosquiTRAP conta com uma armadilha para o inseto semelhante a um vaso de flor com água no fundo onde são depositadas pastilhas, chamadas AtrAedes, com um odor que atrai as fêmeas. Na parede do vaso há um cartão adesivo capaz de prender o mosquito que, assim, não consegue depositar seus ovos. A análise do cartão permite verificar a quantidade de mosquitos na área da armadilha.
 
O monitoramento, que vai avaliar a quantidade de mosquitos capturados, será feito pelos agentes de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde. Para isso, eles contarão com um computador de mão, que possibilitará a transmissão dos dados em tempo real. As informações serão lançadas imediatamente e enviadas para uma central, que gera, em poucas horas, um mapa com as principais áreas de risco. A armadilha ficará instalada nas casas durante um ano.
 
Mas, conforme alerta Thereza Cristina de Oliveira Andrade Horta, o equipamento não vai acabar com a dengue. “Ele vai apenas dar embasamento para ações de combate às larvas. Eliminar focos do mosquito, que deve ser feito com a participação da população, continua sendo a única forma de acabar com a dengue”, salienta.