Comerciantes protestam contra decreto de Kalil que voltou a fechar BH
Porta da Prefeitura de BH ficou lotada de manifestantes contrários às medidas restritivas devido à pandemia de Covid-19
Manifestantes de diversos setores comerciais realizam um protesto na manhã desta segunda-feira (11) na porta da Prefeitura de Belo Horizonte, na Região Central da cidade. Eles são contrários à decisão do Executivo de somente permitir o funcionamento de serviços e estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados, farmácias, postos de gasolina, padarias e sacolões.
Milhares de pessoas participam do ato, várias com camisas e bandeiras do Brasil e nariz de palhaço. Vereadores de Belo Horizonte também integram o protesto contra a decisão de Kalil.
Também há um buzinaço por parte de quem passa de carro pelo local, na Avenida Afonso Pena. A BH Trans fechou a avenida, nos dois sentidos (Mangabeiras e Centro), o que está congestionando o trânsito em toda região.
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Combate à pandemia
Na última quarta-feira (6), a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou novas medidas para tentar conter o rápido avanço da Covid-19, incluindo o fechamento do comércio não essencial da cidade a partir desta segunda-feira (11). O município bateu o recorde de ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 na última terça-feira (5), com 83,5%.
Na oportunidade, Alexandre Kalil, o prefeito da capital mineira, até fez um pedido de desculpas por não ter outra alternativa. “Não vamos fazer de BH um pandemônio, porque nós estamos a dias da vacina e do fim dessa tragédia. Repito: me desculpem, mas governar não é agradar. Governar é governar”, finaliza Kalil.
O aumento do número de casos aliado ao comércio aberto corroboraram para que o prefeito tomasse essa atitude. Segundo o líder do Executivo, chegou no “limite” a situação da pandemia na cidade.




