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Cometa 3I/Atlas: o silêncio da NASA intriga cientistas

Cometa 3I/Atlas em fotografia captada por uma espaçonave da ESA nas proximidades de Marte- Foto: Agência Espacial Europeia(ESA)

Identificado em 01/07/2025 pelo telescópio Atlas, no Chile, o cometa 3I/Atlas desperta a curiosidade da comunidade científica mundial, por sua composição química incomum, com altos índices de dióxido de carbono em relação à água.

O objeto interestelar desafia os modelos tradicionais que formam os cometas, mas as informações restritas da NASA (Agência Espacial Norte-Americana), em parte em face das limitações orçamentárias impostas pelo shutdown do governo dos Estados Unidos, cuja análise depende de esforços conjuntos com a Agência Espacial Europeia (ESA) e outros observatórios.

O Atlas confirma sua origem extrassolar e é o terceiro objeto interestelar detectado em nosso Sistema Solar.

A composição química e sua órbita oferecem pistas raras sobre a formação de planetas em sistemas estelares distantes e, dados preliminares, indicam que ele pode ter se formado em condições físicas extremas, distintas dos tradicionais cometas do nosso sistema.
* Presença de monóxido de carbono em níveis elevados.
*Quantidade de dióxido de carbono superior à água na coma.
*Trajetória hiperbólica indicando origem fora do Sistema Solar.
*Potencial para  revelar processos de formação planetária.

Astrônomos esperam que novos dados ajudem a revelar sua propriedade únicas e o telescópio James Webb tem sido essencial para captar detalhes de sua estrutura.

Os dados orbitais e sua composição química sugerem que o Atlas pode ter viajado milhões de anos antes de cruzar o nosso sistema e tem sido monitorado por telescópios no Chile e na Europa e segue sendo um enigma com potencial para redefinir o entendimento sobre objetos interestelares.

Enquanto isso, sua trajetória o leva para longe do Sol e cientistas têm pressa em coletar dados.

*Fonte: Mix Vale

 

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