Comissão da água inicia trabalhos com muita discussão e algumas metas

A primeira reunião da comissão sobre a água teve muita discussão e poucas decisões, em Itabira

Comissão da água inicia trabalhos com muita discussão e algumas metas

A primeira reunião da comissão sobre a água, realizada nessa quarta-feira, 17 de outubro, teve muita discussão e poucas decisões, em Itabira. Somente no final do encontro, o vereador Solimar (PSDB) conseguiu estipular metas que se tornariam um plano de ação para que, de fato, o objetivo proposto pela comissão seja conquistado: tirar do papel os projetos que resolverão o problema do abastecimento de água em Itabira.

 
O diretor técnico do Saae, Jorge Borges, voltou a explicar como está o abastecimento de água da cidade e enfatizou que, pelos dados apresentados, realmente a questão está crítica. “Quando não se tem uma demanda ideal, começa-se a trabalhar com uma demanda reprimida. Desta forma o sistema do Saae, em qualquer eventualidade de manutenção, causa impactos de falta de água em algum local”, disse.
 
Ele explicou que o projeto de captação do rio Tanque foi feito, corrigido, enviado ao Ministério das Cidades e aprovado por um analista do órgão. Agora está parado na Secretária de Planejamento e Superintendência de Planejamento (Suplan), em Governador Valadares, cumprindo os trâmites legais. Para o diretor, se o município tivesse uma mobilização política na esfera federal, agilizaria a questão. “De qualquer forma, este projeto é a longo prazo e Itabira precisa de algo a curto prazo”, afirmou.
 
Como resultado, voltou a citar a captação na barragem Santana e no rio de Peixe. Este último seria responsável por acrescentar 60 litros por segundo à atual rede de abastecimento. No local, já existe uma tubulação própria para essa atividade, faltando apenas manutenção e instalação de uma estação.
 
Mas para que isso ocorra é necessário desapropriar um terreno que pertence a particulares. O processo de desapropriação ainda está em negociação entre a Prefeitura e os donos. De acordo com Jorge, assim que o terreno for desapropriado é possível executar a obra no prazo de um ano e meio.
 
Já sobre a captação na barragem Santana, é necessário que a Vale ceda uma outorga parcial para o município fazer a captação. Isso ainda está em fase de conversas e nada de concreto foi acertado.
 
Mediante muita discussão e repetição de informações ditas durante a audiência pública, realizada em setembro para discutir o tema, o representante da OAB na Comissão, Fabiano Penido, disse que não importa quem foram os culpados pelo que acontece hoje e de nada adianta ficar relembrando o passado. “O objetivo da Comissão é fazer acontecer; se isso não for estipulado, seremos mais um grupo que ficará discutindo o problema sem conseguir solucioná-lo”.
 
Ações
Solimar propôs que seja feito um plano de ação a ser apresentado no próximo encontro, no dia 31 de outubro, na Câmara Municipal. Ficou acertado que os vereadores Tãozinho Leite (PP), Solimar e Tião da Antena (PP), membros da comissão, vão pressionar o prefeito João Izael Querino Coelho (PR) para que agilize o processo de desapropriação da área para que o Saae possa dar prosseguimento ao projeto de captação do rio de Peixe. 
 
Os membros também buscarão informações sobre a situação da barragem Santana e tentarão agilizar a documentação sobre o projeto de captação do Rio Tanque, parado na Suplan. Pretendem ainda criar uma campanha de conscientização sobre o uso da água. A ideia inicial deverá ser apresentada na próxima reunião.