Comitê da Dengue trabalha para conter avanço da doença em Itabira

O trabalho do Comitê Municipal de Combate à Dengue tem sido intenso em Itabira. Criado em 23 de fevereiro deste ano, por meio de um decreto do prefeito João Izael (PR), o grupo tem por função ajudar a conter o avanço da doença na cidade. Uma das ferramentas que o Comitê tem para combater a […]

O trabalho do Comitê Municipal de Combate à Dengue tem sido intenso em Itabira. Criado em 23 de fevereiro deste ano, por meio de um decreto do prefeito João Izael (PR), o grupo tem por função ajudar a conter o avanço da doença na cidade.

Uma das ferramentas que o Comitê tem para combater a dengue em Itabira é a possibilidade de aplicar multas nas pessoas que não colaboram e permitem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Os valores variam de R$418,70 a R$1.256,12.

De acordo com o presidente do Comitê da Dengue, Marcos Magessi Cotta, o risco de pagar multas tem feito com que a população tome precauções para evitar o aumento dos focos. “Quando os agentes vão às casas e acham focos dos mosquitos, depois da notificação e retorno posterior, esses focos já não existem mais”, comentou Marcos.

Ele afirma que a maior incidência ocorre nos inservíveis (pneus, latinhas, copos descartáveis, calhas, bebedouros de animais) que costumam ficar nos quintais e terreiros das casas. O presidente alerta para que pessoas fiquem mais atentas com esses recipientes que podem vir a se tornar criadouros de mosquitos.

A nota ruim é que mesmo com a possibilidade de cobrar multas e com o trabalho desempenhado pelo Comitê da Dengue, a doença não está sob controle em Itabira. Segundo o mais recente levantamento, do dia 16 de junho, foram 207 pessoas orientadas a procurar os PSF’s e Pronto Socorro por suspeita de dengue. Desses, 60 obtiveram resultado positivo, 67 negativos e 80 ainda aguardam resultado.  Os bairros com maior incidência de focos em Itabira são Juca rosa, Praia e Pedreira.

O presidente do Comitê pede que toda a população ajude na luta contra a dengue. Para tanto, além das medidas habituais, ele cita a importância de se separar o lixo seco do molhado e pede que as pessoas usem dos serviços que a Itaurb oferece, como as lixeiras espalhadas pelas ruas e a reciclagem. “O problema não é a falta de informação, já que nós usamos de vários meios para atingir a população. Pedimos a contribuição de cada um”, finalizou Marcos.