Como seria a Câmara de Conceição do Mato Dentro se o ‘distritão’ já valesse em 2016
Câmara de Conceição teria apenas uma mudança se o sistema do distritão já valesse em 2016
A comissão especial da Câmara Federal que analisa a reforma política aprovou uma mudança na Constituição Federal que institui o sistema chamado distritão. Foram 17 votos a favor e 15 votos contrários, com duas abstenções. A expectativa é de que o novo modelo seja adotado nas eleições de 2018 e 2020, dependendo da aprovação dos plenários da Câmara e do Senado. Para exemplificar as mudanças que estão por vir, suponhamos que o distritão já estivesse valendo no pleito de 2016, em outubro passado. Como ficaria a Câmara de Vereadores de Conceição?
O distritão é de compreensão mais fácil aos eleitores. Nesse sistema, não são levados em consideração os votos para partidos e coligações. Assim, são eleitos os que tiverem mais votos, como acontece para cargos de Executivo ou senadores.
Se esse modelo já estivesse valendo em 2016, a Câmara de Conceição do Mato Dentro, que tem 11 vereadores, teria apenas uma mudança. O vereador Gleicierrez (PMN) que foi eleito com 200 votos daria lugar ao ex-candidato Teco da Tapera (PTB) que obteve 224 votos. Mesmo conquistando menos votos, o vereador Gleicierrez foi eleito pela coligação através do coeficiente eleitoral.
Quem defende o modelo argumenta que é simples de ser compreendido pelo eleitor, reduzirá o número de candidatos e acabará com a figura dos chamados puxadores de votos – aqueles que recebem muitos votos e elevam o quociente partidário permitindo a eleição de candidatos menos votados.
Para que o distritão entre em vigor e já seja praticado nas duas próximas eleições precisa passar pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado, e ser promulgado até 7 de outubro.




