Condenado a 31 anos homem que matou advogado com 30 tiros perto do fórum de Ibirité

Júri reconheceu motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima; Crime ocorreu em maio de 2024 e o réu era cliente do criminalista

Condenado a 31 anos homem que matou advogado com 30 tiros perto do fórum de Ibirité
Foto: Reprodução/Redes sociais

O Tribunal do Júri de Ibirité condenou a 31 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, o homem acusado de matar o advogado criminalista Pedro Cassimiro Queiroz Mendonça, em maio de 2024, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O julgamento foi realizado na quarta-feira (15), e a prisão preventiva do réu foi mantida.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, além das qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, o réu atirou várias vezes contra o advogado nas proximidades do antigo fórum de Ibirité. 

O caso ganhou repercussão pela violência da execução. Em reportagens publicadas à época e retomadas após o julgamento, a vítima foi identificada como Pedro Cassimiro Queiroz Mendonça, advogado criminalista que representava o acusado em diferentes ações judiciais. O assassinato foi cometido com cerca de 30 disparos. 

Ainda conforme o TJMG, o carro usado no crime era clonado e foi encontrado carbonizado em Betim. Ao fixar a pena, a juíza Perla Saliba Brito considerou que o homicídio ocorreu em um local ligado simbolicamente ao sistema de Justiça e também destacou o risco imposto a terceiros, já que a execução aconteceu em uma área de circulação de pessoas. 

Na dosimetria, a magistrada também levou em conta os antecedentes e a conduta social do réu, apontados como desfavoráveis. Segundo o tribunal, ele possuía mais de uma condenação definitiva, estava foragido antes dos fatos e acumulava passagens policiais. O TJMG informou ainda que a vítima era pai de uma criança menor, circunstância considerada no momento da sentença. 

Com a condenação, o caso chega a um desfecho judicial em primeira instância quase dois anos após o crime. O réu não recebeu o direito de recorrer em liberdade.