Conheça a história de Sá Maria, a babá de Drummond

Carlos Drummond de Andrade, de braços cruzados em pé à esquerda, acompanhado dos pais e parte dos irmãos em 1915. Não há registros de imagens da babá

Conheça a história de Sá Maria, a babá de Drummond

Matéria publicada na edição 277 da Revista DeFato

“A negra para tudo, a negra para todos, a negra para capinar, plantar, regar, colher, carregar, empilhar no paiol, ensacar, lavar, passar, remendar, costurar, cozinhar…”. O trecho do poema “Negra”, de Carlos Drummond de Andrade, traduz com maestria um pouco da rotina de sua babá escrava, a qual ele chamava de Sá Maria e por quem cultivava muito carinho. Ao sobressair, em seus poemas, a relação que tinha com sua babá negra, Drummond não só quebrou padrões, como usou de lirismo e sentimento para compartilhar sua intimidade.

A historiadora e pesquisadora itabirana, Dadá Lacerda, apaixonada pela vida e obra do “Poeta Maior”, conta que Drummond menciona a babá pelo menos dez vezes em seus poemas e crônicas, sempre ressaltando a importância dela em sua vida. No poema Infância, por exemplo, por pouco não conseguimos saborear junto com o escritor o gosto do café de Sá Maria. Já no livro Boi Tempo I ele cita a babá como salvadora, sempre livrando-o dos castigos.

A matéria completa pode ser conferida na edição 276 da Revista DeFato. Já nas bancas! 
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