Construindo o futuro
Com recursos da mineração, São Gonçalo do Rio Abaixo investiu em estrutura e em serviços de qualidade
São Gonçalo do Rio Abaixo é daquelas cidades interioranas que tem história com a mineração. Os primeiros registros são de 1704, quando o desbravador Antônio Bueno fixou suas bandeiras ao longo do ribeirão Santa Bárbara para explorar as ricas e abundantes minas de ouro. Começava a se formar ali o povoado que deu origem ao município, hoje exemplo de desenvolvimento na região.
O ciclo do ouro se foi. Anos mais tarde começou o do minério de ferro. Desde que a Vale abriu, em 2006, a mina de Brucutu no município – a maior do mundo até então em capacidade inicial de produção –, São Gonçalo deu um salto. De cidade com pouca expressividade, se transformou em referência no interior do estado e frequentemente é tema de reportagens na grande mídia. Com a exploração do rico subsolo, chegaram os recursos. Com os recursos, a cidade começou a se preparar para o período pós-mineração que, assim como o ciclo do ouro, um dia vai acabar.
Com dinheiro em caixa, os gestores municipais começaram a investir em infraestrutura e na qualidade dos serviços. Construções, reformas, asfaltamentos e investimento em qualidade de vida são realizações que destacam o município de cerca de 12 mil habitantes como um lugar ideal para viver e investir.
Os abundantes investimentos econômicos estão chegando e a cidade tende a crescer. Para garantir um crescimento ordenado, o município está investindo em habitação de qualidade. O prefeito Antônio Carlos de Noronha Bicalho está elaborando um projeto habitacional inédito que tem como foco principalmente a classe média – que ficou fora dos programas anteriores voltados à moradia popular. “Queremos que as pessoas venham morar no nosso município. O programa consistirá em um auxílio financeiro para a aquisição de imóvel com finalidade exclusivamente residencial, que atenderá a todas as faixas econômicas”, afirmou o prefeito.
O projeto está em fase de elaboração e será enviado à Câmara Municipal em breve. Se aprovado, abrirá oportunidade para muitas famílias realizarem o sonho da casa própria. O prefeito não quis relevar os valores dos subsídios, mas informações não oficiais dão conta de que serão maiores do que os praticados por programas como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que oferece desconto de até R$17 mil na compra de imóvel novo.
Além do programa de incentivo habitacional, São Gonçalo é atraente pela qualidade de vida. Praticamente todos os distritos e comunidades são interligados por asfalto (as poucas estradas de terra que restam serão asfaltadas em breve); está em construção um dos mais modernos e equipados hospitais da região; a cidade conta com escolas integrais rural e urbana que dão tranquilidade aos pais que precisam trabalhar; e diversas outras benfeitorias.
O município é o terceiro maior em extensão territorial na região do Médio Piracicaba, com 363,81 km², ou seja: há muito espaço para crescer e se desenvolver. Prova disso são os vários loteamentos privados que estão sendo colocados à venda, além de conjuntos habitacionais. Nas palavras do prefeito, “São Gonçalo é bom para investir e melhor ainda para morar”.
Diversificação da economia
Para garantir o crescimento ordenado como propõe o projeto habitacional de Antônio Carlos, um assunto que tem atenção especial é a diversificação econômica, pauta obrigatória em qualquer agenda de discussão nas cidades mineradoras. A Prefeitura construiu e estruturou dois distritos industriais com capacidade para receber empresas dos mais diversos segmentos e garantir, no longo prazo, a independência da mineração. As áreas destinadas às indústrias foram totalmente asfaltadas, têm redes de água, drenagem pluvial, esgoto, telefone celular e galpões para acomodar a produção.
O distrito I tem 20 lotes de 2 mil m² cada, distribuídos numa área total de 64 mil m². O distrito II, localizado às margens da MG-129, tem área total de 108 mil m², que poderá ser estendida dependendo da necessidade. Dezesseis empresas têm contratos formalizados com o município para começar a produzir – algumas já em operação. De acordo com relatório da Prefeitura, os investimentos iniciais são de R$ 10 milhões, com potencial para aumentar muito nos próximos anos. Para começar, 500 empregos diretos serão gerados, além dos indiretos.
As empresas que decidiram investir em São Gonçalo são dos mais diversos ramos. Elas atuam nas áreas de produção de óleo para fabricação de cosméticos, indústria da construção civil, doces, marcenaria, concretagem e pré-moldados, laticínios, manutenção de caminhões, tratamento de madeira de eucalipto, locação de equipamentos, entre outros.
A posição geográfica do município também ajuda. Por terras são-gonçalenses passa uma das mais importantes rodovias federais da região Sudeste, a BR-381. Apesar do apelido macabro de “rodovia da morte”, a estrada deverá ser duplicada nos próximos anos e permitirá o escoamento da produção industrial do município com facilidade. De São Gonçalo é possível chegar, em apenas duas horas, ao Aeroporto Internacional de Confins, o maior do Estado, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte. A poucos quilômetros estão localizadas também a Estrada de Ferro Vitória a Minas, as usinas siderúrgicas da ArcelorMittal (João Monlevade) e da Gerdau (Barão de Cocais), além do parque siderúrgico do Vale do Aço. É por isso que cada vez mais pessoas estão preferindo São Gonçalo do Rio Abaixo – para investir e morar.