Coronavírus: Venezuela envia caminhões com oxigênio para Manaus

A viagem leva cerca de 26 horas, assim os cilindros estão disponíveis nesse domingo (17)

Coronavírus: Venezuela envia caminhões com oxigênio para Manaus
Foto: Divulgação/Samuel Ramos/ Unsplash

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou que os primeiros caminhões de cilindro de oxigênio partiram para Manaus, neste sábado (16). Eles saem de Puerto Ordaz, a 1600 km de Manaus e devem levar cerca de 26 horas para chegar.

Arreaza não específicou a quantidade exata de litros de oxigênio, nem quantos caminhões estão a caminho. Em conversa com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), o governo do país vizinho colocou à disposição o oxigênio necessário para atender o serviço de saúde de Manaus.

“Por instruções do presidente Nicolás Maduro conversamos com o governador do estado do Amazonas, Brasil, Wilson Lima para colocar imediatamente à sua disposição o oxigênio necessário para atender a contingência sanitária em Manaus. Solidariedade latino-americana antes de tudo!”, disse o chanceler em um de suas redes sociais.

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Caos na saúde

A capital manauara enfrenta um colapso no atendimento de saúde. A White Martins, empresa produtora dos cilindros de oxigênio, relatou em nota que o consumo em Manaus cresceu exponencialmente e mesmo com o aumento na capacidade de produção ao longo de 2020, a fábrica não foi capaz de atender à demanda e, por isso, busca o oxigênio na Venezuela.

Na madrugada deste sábado, Manaus já recebeu uma carga de 70 mil metros cúbicos de oxigênio, vinda por meio de balsas da cidade de Belém. Segundo o Governo do Amazonas, a nova remessa deve garantir a “retomada do do equilíbrio do abastecimento da rede de saúde do estado para os próximos dias”.

O Exército também disse que levou 12 pacientes de hospitais da capital Manaus para São Luís, durante a noite. Sepulturas coletivas foram cavadas em Manaus durante a primeira onda da pandemia no ano passado. Cenas terríveis estão surgindo novamente na segunda onda, de médicos e parentes ficando sem suprimentos e equipamentos, tentando desesperadamente manter vivos os pacientes atingidos pelo vírus.

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