Coronel Lima, amigo pessoal de Temer, também é preso
Foi preso no início da tarde desta quinta-feira em São Paulo, João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo pessoal do ex-presidente Michel Temer, que foi o primeiro detido hoje pela Polícia Federal na operação denominada “Descontaminação”. Também já foi preso o ex-ministro de Minas e Energia do governo Temer, Moreira Franco. Segundo a […]
Foi preso no início da tarde desta quinta-feira em São Paulo, João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo pessoal do ex-presidente Michel Temer, que foi o primeiro detido hoje pela Polícia Federal na operação denominada “Descontaminação”. Também já foi preso o ex-ministro de Minas e Energia do governo Temer, Moreira Franco.
Segundo a Polícia Federal, ao todo são oito mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 26 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 7° Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, responsável pelos ações de desdobramento da Operação Lava Jato . “A Operação Descontaminação investiga desvios na Eletronuclear e decorre de elementos colhidos nas Operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, deflagradas pela PF anteriormente e, notadamente, em razão de colaboração premiada firmada pela Polícia Federal”, informa a corporação.
O ex-presidente Temer, após ser preso em São Paulo, foi levado para o Rio de Janeiro para fazer exame de corpo de delito e encaminhado para a sede da Polícia Federal. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Temer assumiu a Presidência da República em maio de 2016, depois do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao longo de sua trajetória política, Temer foi presidente da Câmara dos Deputados, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do Estado de São Paulo.
Em nota, o MDB considerou a decisão da Justiça precipitada e divulgou nota em que lamentou “a postura açodada da Justiça” à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte de Temer e do ex-ministro Moreira Franco. “O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa”, diz o partido. (Com informações da Agência Brasil)